É um resultado histórico: desde que foi criada, em Outubro de 2015, nunca a empresa que detém a Google tinha tido receitas anuais como em 2025. Foram 400 mil milhões de dólares (336 mil milhões de euros), um crescimento de quase 15% em relação a 2024: 350 mil milhões de dólares (294 mil milhões de euros).
Segundo o relatório financeiro da Alphabet, a área de cloud da Google atingiu em 2025 um run rate anual (receita projectada) de 70 mil milhões. Já o YouTube ultrapassou os 60 mil milhões de dólares em receitas anuais, incluindo publicidade e subscrições.
Na apresentação aos investidores, o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, afirmou que o YouTube continua a ser o site de streaming «número um», apoiando-se em dados da consultora Nielsen; e revelou que o ecossistema da empresa conta agora com «mais de 325 milhões de subscritores pagos».
A inteligência artificial foi outro dos destaques dos resultados da Alphabet. A Google revelou que a aplicação Gemini ultrapassou os 750 milhões de utilizadores após o lançamento do modelo Gemini 3, em Novembro. A empresa sublinha que este modelo «continua a liderar o sector da IA» e, como já se sabia, sublinhou o facto de uma versão personalizada desta tecnologia vai servir de base para a “nova” Siri.
Finalmente, também o motor de busca registou «máximos de utilização». De acordo com o CEO, o Google Search foi usado «mais que nunca» nos últimos meses, com as consultas diárias através do AI Mode a «duplicarem desde o seu lançamento».