A MSI aproveitou o palco da CES para apresentar aquela que promete ser a placa gráfica de consumo mais rápida alguma vez fabricada: a GeForce RTX 5090 Lightning Z. Desenvolvida em colaboração com a Nvidia, esta variante extrema eleva o desempenho do novo chip topo de gama a patamares nunca antes vistos, desafiando os limites da engenharia moderna.
O grande destaque desta unidade reside na sua gestão energética sem precedentes. Enquanto a RTX 5090 padrão já é considerada uma “besta” de desempenho, a versão Lightning Z utiliza dois conectores 12V-2×6 para atingir um consumo de 1.600 W em carga máxima, mais do dobro do modelo de referência. Para os entusiastas de overclocking extremo, a MSI incluiu uma BIOS especial que permite expandir o limite de potência até uns astronómicos 2.500 W. Em testes laboratoriais com azoto líquido, a gráfica já alcançou os 3,742 GHz, aproximando-se da barreira mítica dos 4 GHz.
Para gerir o calor gerado pela grande quantidade de energia que entra na placa, a MSI equipou-a com um sistema de arrefecimento líquido integrado (AIO) de última geração. Este sistema inclui uma placa de contacto total (“cold plate”) que cobre o GPU, os 32 GB de memória GDDR7 e as fases de alimentação (VRM), utilizando uma bomba de alta pressão para optimizar o fluxo do líquido refrigerante através de um radiador de alta densidade.
Esteticamente, a Lightning Z traz com ela uma estreia mundial: um ecrã LCD de 8 polegadas montado directamente na estrutura da placa. Este painel permite a ver estatísticas do sistema em tempo real, animações ou vídeos personalizados através do novo “Lightning Hub”, uma aplicação de controlo baseada na web. O design é complementado por painéis em fibra de carbono, reforçando o aspecto premium e a integridade estrutural do hardware.
Embora os dados de desempenho em testes sintéticos impressionem — com pontuações que superam os 53.000 pontos no 3DMark Time Spy — a MSI sublinha que esta é uma peça de hardware de edição limitada. A RTX 5090 Lightning Z não é apenas uma placa gráfica, mas um demonstrador tecnológico do que é possível alcançar quando a eficiência é colocada em segundo plano em prol da potência bruta.