Num projecto liderado pelo Instituto Superior Técnico, o Taguspark tornou-se a casa do primeiro Business Incubation Centre da Agência Espacial Europeia (ESA BIC Tagus+) localizado na Grande Lisboa.
Segundo os responsáveis, esta iniciativa «coloca Oeiras no mapa europeu do empreendedorismo espacial» e cria uma «porta de entrada para start-ups portuguesas que querem transformar ciência em negócios globais».
Com o Instituto Superior Técnico está um consórcio nacional que junta «universidades, incubadoras, parceiros industriais e entidades institucionais». Entre os sectores que a ESA BIC Tagus+ quer promover estão, desde as «tecnologias de observação da Terra» até a «aplicações digitais que usam dados de satélite».
Instalada no campus do IST no Taguspark, a ESA BIC Tagus+ quer ser um «verdadeiro cluster de economia do Espaço» na Área Metropolitana de Lisboa, «articulado» com outros pólos estratégicos do País, em particular os Açores. Lembre-se que é neste arquipélago, concretamente na Ilha de Santa Maria, que a Agência Espacial Portuguesa tem uma plataforma atlântica para actividades espaciais.
Nos primeiros três anos de actividade, o ESA BIC Tagus+ tem como meta apoiar, «pelo menos, dezoito start-ups»: cada projecto seleccionado poderá beneficiar de «até dois anos de incubação, financiamento directo, mentoria especializada, apoio técnico e jurídico».
Entre as vantagens está ainda, claro, o acesso a «infra-estruturas e à rede internacional da Agência Espacial Europeia», que o IST diz ser mesmo «um dos principais trunfos» deste novo programa. A abertura das candidaturas está prevista para Fevereiro, altura em que será lançada uma open call para start-ups.