Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística de Portugal, cerca de 90% dos portugueses têm acesso regular à internet, seja a partir de um computador ou em dispositivos móveis. À medida que essa percentagem cresce a cada ano, cresce também o desejo de não se tornar “refém” das redes.
O movimento do minimalismo digital tem-se afirmado como uma tendência, especialmente entre as gerações mais jovens, que já nasceram e cresceram com a internet. A verdade é que as tecnologias não são, por si só, negativas: tudo depende do que fazemos com elas e de como organizamos o nosso tempo.
As tecnologias podem ser utilizadas, por exemplo, para facilitar conexões humanas. Ao longo deste texto, vamos explorar algumas sugestões para equilibrar a vida digital com as relações reais, como a definição de locais e horários sem tecnologia, a priorização do contacto presencial e a reavaliação periódica dos usos.
Utilizar as tecnologias para facilitar encontros e conexões substanciais
A primeira forma de equilibrar a vida digital com as relações reais é usar a tecnologia para aceder a experiências que valorizem as interacções numa cidade moderna. Encontrar acompanhantes Lisboa, por exemplo, possibilita companhias para momentos reais, seja no turismo ou em eventos profissionais na cidade.
Isto aplica-se a todos os aspectos sociais da nossa vida, permitindo encontrar pessoas que partilham interesses e visões de mundo. Mais do que nos afastar, a tecnologia tem o potencial de nos aproximar, independentemente das distâncias geográficas e das barreiras linguísticas.
Jamais priorizar a tecnologia em detrimento dos contactos reais
Seguindo o ponto anterior, há um aspecto do equilíbrio que muitas vezes é subestimado: embora a tecnologia não seja uma “inimiga” a combater ou eliminar, isso não significa que deva ter o mesmo peso que as experiências fora dos meios electrónicos.
Os contactos reais devem estar sempre em primeiro lugar. Isto vale mesmo para situações em que o espaço digital é a única alternativa para estar próximo de quem apreciamos: em vez de uma mensagem escrita, porque não uma videochamada? O essencial é valorizar o contacto humano.
Compreender o potencial da tecnologia nos diferentes contextos do dia a dia
Uma das razões pelas quais afirmamos que eliminar a tecnologia não é o objectivo prende-se com a sua utilidade no quotidiano. Para muitos, os dispositivos e as redes são não apenas um recurso valorizado, mas também essenciais para o trabalho, os estudos e outras actividades.
Mesmo no entretenimento, a tecnologia pode ser usada, por exemplo, para convidar um amigo a ver algo numa plataforma de streaming. Diferentes contextos do dia a dia pedem diferentes usos dos dispositivos electrónicos, havendo muitos casos em que a utilização pode (e deve) ser reduzida e repensada.
Ter momentos e locais “livres” da influência tecnológica
Na introdução, mencionámos o minimalismo digital, e uma das suas aplicações é a criação de ambientes livres da influência tecnológica. Na prática, isso significa ter um (ou mais) espaços da casa onde não é permitido usar dispositivos conectados.
O quarto é uma excelente opção, transformando-o num ambiente dedicado ao descanso e à reposição de energias. Isto é particularmente importante para quem trabalha em regime de teletrabalho ou híbrido, sendo recomendável reservar um espaço próprio como escritório e concentrar o uso da tecnologia nele.
Reavaliar periodicamente os hábitos tecnológicos
Manter o equilíbrio entre a vida digital e as relações reais não é um acto único, mas sim um processo contínuo, sem um ponto final definido. Isto acontece porque tudo na vida se altera, havendo fases em que o uso da tecnologia é mais ou menos relevante no dia a dia.
Seguindo essa lógica, o ideal é fazer reavaliações periódicas dos hábitos tecnológicos e considerar o que pode ser ajustado para preservar o equilíbrio. Aqui, a tecnologia pode até ajudar: nos smartphones mais recentes, existem configurações que mostram o tempo de utilização do dispositivo, permitindo um maior controlo.
Como vimos ao longo deste texto, a tecnologia não é a vilã a ser banida das nossas vidas. Na verdade, acontece mais frequentemente o contrário: quando usada de forma adequada, ela facilita os momentos presenciais, servindo como ferramenta — que é o que realmente é.
Acima de tudo, a palavra-chave é “equilíbrio”. O significado desse equilíbrio varia de pessoa para pessoa, consoante rotinas mais ou menos tecnológicas e necessidades de trabalho, estudo e lazer. Desde que as relações reais sejam priorizadas, tudo ficará no bom caminho.
