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A ler: Google quer melhorar a segurança do Android ao nível do firmware
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MobilidadeNotíciasSegurança

Google quer melhorar a segurança do Android ao nível do firmware

Pedro Tróia
Publicado em 23 de Fevereiro, 2023
Tempo de leitura: 4 min
©Depositphotos | AndroidAndroid
©Depositphotos | Android

O Android é o sistema operativo para dispositivos móveis mais usado em todo o planeta, mas também é o mais complicado de proteger contra ameaças de segurança, que estão em evolução constante. A Google quer melhorar a segurança dos dispositivos que usam Android, através da inclusão de funcionalidades de segurança ao nível do firmware, algumas das quais vão, de certeza, prejudicar o desempenho dos dispositivos.

A Google está a trabalhar em novas medidas de segurança que serão implementadas ao nível mais baixo do software que é executado nos dispositivos. Esta decisão segue a tendência actual de melhorar a segurança de componentes de software menos visíveis, para acrescentar mais uma camada de segurança para responder às ameaças mais recentes.

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Todos os dispositivos Android usam processadores com vários núcleos, denominados ‘Application Processors’, que estão acompanhados de outros processadores especializados para o processamento de imagem, vídeo, segurança e comunicação com as redes dos operadores. A estes componentes dá-se o nome de SoC ou System on a Chip, tal como noutros dispositivos informáticos, este hardware é governado pelo software mais básico do dispositivo, chamado firmware.

O alvo principal das ameaças actuais é, precisamente, o firmware. Os atacantes estão constantemente à procura de brechas de segurança devido a erros de programação ou vulnerabilidades que possam ser exploradas sem a necessidade de haver contacto físico com os dispositivos. Este tipo de ataques preocupa cada vez mais empresas como a Google, que têm de se coordenar com um grande número de fabricantes para distribuir as actualizações de segurança o mais depressa possível.

A estratégia da Google para responder a este problema tem várias vertentes:

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A primeira, é a introdução de um mecanismo de protecção, sob a forma de funcionalidades de verificação de código, capazes de apanha problemas de segurança na memória ainda durante o processo de desenvolvimento do software.

A segunda é assegurar-se que os vários fabricantes de dispositivos acrescentam funcionalidades de protecção da memória ao nível do firmware. O objectivo é prevenir o aparecimento de erros críticos de memória e incluir um mecanismo que limpa a memória antes que esta seja alocada a uma qualquer aplicação, tudo para que quaisquer dados que fiquem na memória desapareçam.

A terceira é a integração de algumas alterações desenhadas para tornar mais difícil aos hackers explorarem erros que ainda sejam desconhecidos. Um dos efeitos secundários desta medida é a redução de desempenho nos dispositivos, porque nem todos os componentes do SoC têm acesso aos mesmos recursos. A Google admite que esta última medida é complicada, mas diz que podem ser feitas optimizações que conseguem atingir um equilíbrio entre desempenho e segurança.

Apesar disto, um dos principais problemas de segurança da Google é a fragmentação do ecossistema Android. A empresa tem feito um esforço de renovação do código com Android 12 e desenvolveu novas linguagens de programação mais seguras, como a Rust, mas a adopção pelos utilizadores tem sido lenta.

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Etiquetas:AndroidGoogle
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