Cientistas da Universidade de Coimbra participam na criação um repositório digital de colecções de esqueletos humanos

A equipa nacional de cientistas e investigadores desenvolveu um «guia prático para simplificar a recolha de dados 3D de espécimes ósseos para ensino e investigação».

©Audrey Amaro
©Audrey Amaro

O projecto Bakeng se Afrika, que tem como objectivo «estabelecer um repositório digital de colecções osteológicas sul-africanas identificadas» teve participação nacional: uma equipa do Laboratório de Antropologia Forense da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Em concreto, a equipa nacional de cientistas e investigadores desenvolveu um «guia prático para simplificar a recolha de dados 3D de espécimes ósseos para ensino e investigação», explica Maria Teresa Ferreira, investigadora e docente desta universidade.

Segundo a mesma responsável, o guia vai fazer com que haja uma curva de aprendizagem «mais rápida para o manuseamento de equipamentos disponíveis no laboratório» da universidade, assim como «facilitar a implementação das técnicas por investigadores e alunos que estejam a realizar trabalhos com ossos humanos».

©FCTUC
©FCTUC | O Bakeng se Afrika envolveu a participação de seis universidades e a participação de cerca de quarenta investigadores.

A iniciativa foi «impulsionada pela necessidade crescente de ferramentas online nas áreas das ciências da saúde e da vida», revela Maria Teresa Ferreira; de acordo com a investigadora, os avanços do Bakeng se Afrika vão permitir «estabelecer procedimentos padronizados para aquisição, armazenamento e análise de imagens», assim como promover o «debate sobre as aplicações éticas de dados digitais de remanescentes ósseos humanos».

Financiado pelo Programa Erasmus+ da União Europeia, este projecto começou em 2019 e teve a participação de mais cinco instituições de ensino (universidades de Pretória, de Ciências da Saúde Sefako Makgatho, de Stellenbosch, de Bordéus e Católica de Leuven), além da South African Nuclear Energy Corporation.