Intel volta a ter resultados positivos no último trimestre

Os resultados das contas do terceiro trimestre da Intel voltaram a ser positivos, mas nem todas as áreas estão a contribuir para a recuperação da empresa.

Pat Gelsinger, CEO da Intel

Pat Gelsinger, CEO da Intel, voltou a estar no centro das atenções, desta vez pelo anúncio dos resultados do terceiro trimestre da empresa. Ao contrário do anterior trimestre, que foi o pior da história da empresa, durante o terceiro trimestre a Intel voltou aos lucros, mas a recuperação está abaixo do esperado, devido a certas áreas que ainda estão “a vermelho”.

No total, durante o último trimestre, a Intel teve uma receita de 15,3 mil milhões de dólares, o que representa uma queda de 20% face ao mesmo período em 2021. Em termos de margem bruta, a Intel registou 45,9%, o que embora seja um resultado francamente positivo, especialmente tendo em conta os resultados do trimestre anterior, estão aquém do esperado, e 12,4% abaixo da margem obtida no período homólogo.

Após apresentar estes resultados, Pat Gelsinger afirmou que “apesar das condições económicas estarem piores, conseguimos obter resultados sólidos e melhorar, de forma significativa, a nossa linha de produtos e toda a operação durante este trimestre.

Entre as diversas áreas da empresa, foi a Intel Client Computing Group quem registou os melhores resultados, com 8,1 mil milhões de dólares, mas ainda assim abaixo dos impressionantes 9,8 mil milhões registados no mesmo período em 2021 (queda de 17%). Esta queda deve-se ao menor investimento das pessoas e empresas na compra de novos computadores pessoais e de novos componentes.

 

Tal como neste, o segmento de Datacenter e AI Group também teve uma queda significativa nos resultados (27%), mas o mais grave foi que a receita operacional foi de zero, ou seja, representou uma queda de 99% face ao período homólogo. Já na divisão de redes, em que os resultados subiram 14%, as receitas também caíram, num total de 85% para apenas 75 milhões de dólares, o que representa uma margem de lucro de apenas 3%.

Ou seja, apesar dos resultados globalmente positivos, a vida não está fácil para a Intel, e a manter-se a actual situação económica global, o último trimestre de 2022 deverá ser pior que o originalmente previsto. É por estas razões que a Intel irá implementar um programa de redução de custos, que estará concluído em 2025, e que implicará o despedimento de milhares de funcionários.