Russia diz que vai abandonar a Estação Espacial Internacional a partir de 2024

A decisão vem no seguimento da crescente tensão entre a Rússia e os Estados Unidos devido à invasão da Ucrãnia.

Estação Espacial Internacional
Imagem NASA - Wikipedia

A agência de notícias russa TASS noticiou hoje que a Rússia vai abandonar a Estação Espacial Internacional, pondo fim a décadas de colaboração com os Estados Unidos e outros países que operam a estação espacial.

Segundo a agência noticiosa, a decisão foi tomada durante uma conversa entre o chefe da agência espacial russa Roscosmos e o presidente Vladimir Putin. Em declarações à agência TASS, Yuri Borisov, disse que a Rússia vai cumprir os compromissos que tem até 2024 e que depois não fará mais nada. Desde o início da invasão russa da Ucrânia que têm circulado rumores de que a Rússia ia abandonar a operação da estação espacial.

Ainda segundo Borisov, a decisão é definitiva e a Rússia vai focar-se em construir a sua própria estação espacial a partir de 2024.

Neste momento, estão em órbita da Terra duas estações espaciais: a Estação Espacial Internacional e a estação espacial chinesa Tiangong, que está quase completamente construída.

Segundo a agência Reuters, a Roscosmos ainda não comunicou oficialmente à NASA a retirada da Estação Espacial Internacional.

A Estação Espacial Internacional tem 24 anos e está próximo do fim da sua vida útil, mas a NASA já disse que pode continuar a funcionar até 2030.

Yuri Borisov, ex-primeiro ministro Russo, chegou ao lugar de chefe da Roscosmos a 15 de Julho, substituindo o director anterior Dmitry Rogozin. Em Abril, o antigo director da Roscosmos já tinha previsto que a Rússia ia abandonar a Estação Espacial Internacional, mas deixou subentendido que a decisão podia ser alterada se as sanções contra a Rússia fossem retiradas.

Recentemente, a NASA publicou um comunicado que condenava a utilização da Estação Espacial Internacional para fins políticos e de apoio à guerra na Ucrânia, depois de Roscosmos ter publicado fotografias de cosmonautas russos com bandeiras da República Popular de Luhansk, uma região da Ucrânia que se separou do país e que serviu de pretexto para a Rússia iniciar a invasão em Fevereiro deste ano.