Lista de observação censurável

Cada vez há mais artistas independentes que publicam o seu trabalho directamente online. É a prova de que a Internet veio substituir de forma democrática as grandes editoras.
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Árpád Czapp

Parece que a indústria musical, mais propriamente a IFPI, voltou à carga com recomendações para a União Europeia expandir a sua ‘Lista de Observação de Falsificações e Pirataria’.

Como seria de esperar, encontram-se no documento alguns sites de torrents, sites de partilha de ficheiros, rippers de streaming, etc. No entanto, acrescentaram também redes sociais e apps de mensagens como sendo também perigosas e potenciais locais de pirataria: Discord, Reddit, Telegram e Twitter.

O desespero destes senhores é espantoso. Claramente, as grandes editoras estão a ficar sem clientes – só isso pode explicar este desespero. Cada vez há mais artistas independentes que publicam o seu trabalho directamente online e recebem directamente dos seus fãs, com as plataformas de streaming a darem espaço a esses mesmos artistas. É a prova de que a Internet veio substituir de forma democrática as grandes editoras.

Esta lista serve para identificar e descrever os mercados mais problemáticos, principalmente os online, a fim de incentivar os seus operadores e proprietários, bem como as autoridades e governos locais responsáveis, a tomar as acções e as medidas necessárias para reduzir a disponibilidade de mercadorias que violam as leis de propriedade intelectual. Ou, como quem diz, listas de sites e plataformas censuráveis… enfim.