Elon Musk prime o botão de pausa no processo de aquisição do Twitter

A compra do Twitter por Elon Musk foi suspensa até se conseguir determinar o número de contas falsas no serviço. Acções da rede social caíram 15%.
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Elon Musk anunciou esta manhã, que o processo de aquisição do Twitter está suspenso temporariamente, até que se confirme que as contas falsas no serviço correspondem a menos de 5% do número de utilizadores activos.

Apropriadamente, Elon Musk fez o anúncio através do Twitter e incluiu um link para uma notícia da agência Reuters publicada no dia 2 de Maio. Nesse artigo, é mencionado que foi o número reportado pelo Twitter aos reguladores do mercado. Segundo o Twitter, no primeiro trimestre de 2022, as contas falsas ou de spam representavam menos de 5% dos utilizadores activos no serviço.

Musk não indica precisamente como planeia validar os números reportados pelo Twitter, ou porque é que põe em causa a sua veracidade. Uma teoria é que pode estar relacionado com notícias recentes que dão conta que o Twitter inflacionou o número de utilizadores diários entre 2019 e 2021, o que, segundo a empresa, foi um “erro”.

Elon Musk adicionou um comentário ao seu tweet que diz simplesmente que a intenção de comprar a empresa se mantém inalterada. No entanto, isto não impediu as acções do Twitter de caírem cerca de 15%, enquanto as acções da Tesla subiram 6%.

Se Musk quiser desistir do negócio, terá de pagar mil milhões de dólares em compensação.

O dono da Tesla e da Space X revelou os planos de comprar o Twitter no mês passado. Após a compra, ele tenciona reduzir a moderação das publicações e até disse que iria devolver a conta de Twitter a Donald Trump. Outra alteração, seria a colocação do algoritmo que controla a forma como os utilizadores vêem as publicações em código aberto para que possa ser alterado e melhorado pela comunidade. Mas a prioridade principal seria a de eliminar o spam, spambots e os exércitos de robôs que existem na plataforma.

Na semana passada, Elon Musk foi ameaçado por Dmitry Rogozin, o chefe da agência espacial russa Roscosmos, por ter fornecido terminais Starlink à Ucrânia.