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A ler: Regulador das comunicações russo quer multar o Youtube pela publicação de vídeos da guerra da Ucrânia
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PCGuia > Notícias > Internet > Regulador das comunicações russo quer multar o Youtube pela publicação de vídeos da guerra da Ucrânia
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Regulador das comunicações russo quer multar o Youtube pela publicação de vídeos da guerra da Ucrânia

Pedro Tróia
Publicado em 31 de Março, 2022
Tempo de leitura: 3 min
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Segundo uma notícia do The Washington Post, a entidade reguladora das comunicações da Rússia, Roskomnadzor, ameaçou multar a Google por não ter acatado as ordens dadas para remover alguns vídeos ‘ilegais’ do YouTube. Numa publicação no Telegram, a Roskomnadzor avisa que pode multar a empresa em até 8 milhões de rublos (cerca de 72 mil euros), mas o valor pode subir para 20% dos lucros anuais da Google, em caso de reincidência.

Segundo a Roskomnadzor, o YouTube “promove a distribuição de conteúdos falsos”, acerca da “operação militar especial” que o exército russo está a levar a cabo na Ucrânia e acusa a plataforma de “desacreditar” o exército do país. Por fim, também diz que o YouTube alberga conteúdos extremistas que “promovem acções violentas contra os soldados russos”.

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Não se sabe exactamente a que conteúdos a Roskomnadzor se refere, mas podem estar relacionados com uma queixa feita pelo regulador no início deste mês. A 18 de Março, a Roskomnadzor exigiu que o YouTube removesse publicidade que, segundo esta entidade, promovia a destruição de caminhos-de-ferro na Rússia e Bielorrússia. No comunicado de imprensa publicado na altura, a Roskomnadzor afirma: “As acções da administração do YouTube têm uma natureza terrorista e ameaçam as vidas de cidadãos russos. A Roskomnadzor opõe-se categoricamente a estas campanhas publicitárias e exige que a Google deixe de emitir vídeos anti-russos o mais depressa possível.”

Desde o início da invasão russa de Ucrânia, o YouTube já tomou algumas medidas contra a Rússia. A plataforma inibiu a monetização dos canais pertencentes à estação de TV Russia Today (RT) e bloqueou o acesso a outros meios de comunicação detidos pelo estado russo. De acordo coma Bloomberg, o YouTube suspendeu a conta oficial do exército russo depois de terem sido publicados dois vídeos que apelidavam a invasão da Ucrânia “uma missão de libertação”, estes vídeos foram removidos posteriormente. O YouTube também removeu um canal associado com o ministério da defesa russo.

Também o Facebook e o Instagram tomaram medidas para remover meios de comunicação operados pelo governo russo. Ambas as redes sociais começaram a permitir que os utilizadores de alguns países fizessem publicações que apelam a violência contra os soldados russos. Em reacção, a Rússia bloqueou o acesso a estas redes sociais, alegando “actividades extremistas”.

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Etiquetas:RússiaUcrâniaYouTube
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