Xiaomi 11 T Pro

O mais recente smartphone da Xiaomi quer oferecer desempenho a um preço que não faça um “buraco” na carteira. Vejamos se consegue.

O Xiaomi 11 T Pro é a definição de um smartphone com duas personalidades. Não, o 11 T Pro não tem uma vida secreta que desenvolve quando ninguém está a ver. É um smartphone com um preço relativamente modesto, mas com funcionalidades (e desempenho) que o colocam na “primeira divisão” dos smartphones.

Um outro aspecto desta dualidade de personalidades reflecte-se também no desempenho. Passo a explicar: o ecrã do T 11 Pro tem uma taxa de actualização máxima de 120 Hz, mas quando liga o telefone pela primeira vez, o sistema operativo define 60 Hz, de certeza para manter o consumo energético a níveis mais aceitáveis e, assim, aumentar a vida da bateria.

Testes iguais, resultados diferentes
Quando fiz os primeiros testes de desempenho, os resultados foram algo medíocres, tirando, obviamente, o tempo de vida de uma carga da bateria. Achando-os estranhos, principalmente porque o chipset que está dentro do 11 T Pro é um Qualcomm 888 (acompanhado de 8 GB de RAM), um dos chips mais rápidos da actualidade, procurei na interface uma forma de ligar um qualquer modo de desempenho, mas a única coisa que indiciava essa melhoria era o interruptor que permite acelerar a taxa de actualização do ecrã. Liguei-o e corri os testes de novo; naturalmente, os resultados foram muitíssimo melhores, ficando mais de acordo com o que o 888 consegue fazer.

Um aspecto que realmente me impressionou foi a velocidade com que a bateria carrega. Graças ao carregador de 120 W incluído, o Xiaomi 11 T Pro carrega a bateria até 100% em quinze minutos – se não for o carregamento mais rápido que já vi, de certeza que está no top 3. Por falar em carregamento, o 11 T Pro não tem o recurso de indução.

Em termos de design, o Xiaomi 11 T Pro não se destaca muito dos outros: a peça traseira tem um acabamento que faz lembrar aço escovado, mas o material empregue é muito brilhante e em menos de um minuto vai ficar cheio dedadas. Deve ser por isso que a Xiaomi inclui uma capa nas caixa.

O sensor de impressões digitais está integrado no botão que serve para ligar e desligar. A detecção das impressões digitais é muito rápida, já o processo de programação dos dedos é um pouco complicado, devido à pouca área do sensor.

A câmara traseira é tripla, com um sensor de 108 MP grande angular, um de 8 MP super grande angular e um de 5 MP em formato de teleobjectiva, que também serve para fotografias macro. A câmara foca muito depressa e as fotos são bastante boas, principalmente as macro, onde a Xiaomi tem tradições, que permitem uma ampliação impressionante e têm uma nitidez muito boa. Se quiser captar vídeo, este smartphone permite gravar imagens a 8K, ou a 60 FPS, mas não permite as duas coisas ao mesmo tempo.

Tratamento de imagem inovador
Uma das coisas que a Xiaomi salientou durante a apresentação do 11 T Pro em Portugal, foi as funcionalidades de tratamento de imagem, que incluem um componente de inteligência artificial. Estas permitem, entre outra coisas, remover automaticamente pormenores das fotos para acabar finalmente com os photobombs (mais conhecidos por “emplastros”) e alterar as cores do céu, por exemplo; incluido está ainda um vasto conjunto de filtros embutidos que podem ser aplicados a fotos e a vídeos.

Tal como acontece com os outros dispositivos móveis da Xiaomi, também este 11 T Pro usa o sistema operativo Android com uma skin feita pela marca chinesa, denominada MIUI. Esta interface é muito fácil de usar e prestável na ajuda ao utilizador, mas tem alguns pormenores menos interessantes, como a funcionalidade de segurança, que é algo cuidadosa demais e verifica tudo o que o utilizador instala, mesmo aplicações que estão na Play Store.

Visualmente, o MIUI faz lembrar demais o iOS, o que para alguns pode ser interessante, mas acaba por tirar um pouco a personalidade a este smartphone. Sempre fui adepto de que cada fabricante tem de encontrar a sua própria linguagem gráfica para as interfaces dos sistemas operativos. Isto não impede que se inspirem noutras soluções, mas tudo tem de ter alguma conta, peso e medida.


Distribuidor: Xiaomi

Preço: €699,99


Benchmarks

  • Antutu: 661 441
  • 3D Mark Ice Stom Unlimited: 131 278
  • PCMark Work 3.0: 13 336
  • PCMark Bateria (minutos): 1043

Ficha Técnica

Processador: Qualcomm Snapdragon 888, 8 núcleos
Memória RAM: 8 GB LPDDR5
Ecrã: Amoled de 6,67 polegadas, 2400 x 1080, 120 Hz
Câmaras: 108MP grande angular, 8 MP ultra grande angular, 5 MP macro
Ligações: Wi-Fi 802.11 ac, Bluetooth 5.2, USB Type-C
Bateria: 5000 mAh
Dimensões: 164,1 x 76,9 x 8,8 mm
Peso: 204 gr