iPhone 13 Pro Max

Os novos iPhones já estão disponíveis em Portugal há algumas semanas, por isso vamos dar uma de João Gil e fazer um spoiler: a evolução não é muita.

É verdade: nos últimos, anos, pelo menos desde o iPhone X, a Apple não tem feito grandes actualizações de ano para ano aos seus smartphones. Mais uma vez, com os 13, fica a sensação de que a Apple tinha condições para ser muito mais ambiciosa nas inovações que fez. Ao contrário disso, as mudanças em relação à geração anterior são cirúrgicas e não de excepção. Por exemplo, no 13 Pro Max, mantém-se um desenho triangular das objectivas, embora com um módulo maior e ligeiramente mais saído. Resultado: ficamos com uma “bossa” muito proeminente e que só pode ser atenuada com o uso de uma capa, o que vai tornar este modelo ainda mais pesado e “gordo”. Contudo, há a sublinhar o facto de o notch estar mais compacto.

Uma evolução na continuidade
Normalmente, é mau usar um cliché, pois é uma forma fácil e que não obriga a ter um esforço para explicar (ou caracterizar) uma situação. É mais ou menos aquilo que a Apple tem feito de um ano para o outro, por isso não há muitas alternativas a fugir desta frase que escolhemos para dar destacar este parágrafo, e que até pode ter uma conotação histórica negativa. Isto sente-se neste modelo que testámos, quase o mesmo que acontecia nos modelos S em relação aos anteriores.

Porém, estas pequenas mudanças dão a entender que a Apple não precisa de fazer muito mais para que o iPhone seja um campeão de vendas – porque isso continua a acontecer de ano para ano, ou seja, as pessoas não deixam de comprar estes smartphones por não virem com um ecrã 4K (ainda que os Pro tenham 120 Hz, coisa que os Android já “vendem” há uns anos) ou uma ligação USB-C. O que nos parece que é que, com este conceito de actualizações cirúrgicas, a Apple parece estar a vender simples modelos de substituição para quem tem uma versão de há dois ou três anos – isso pode ver-se na forma como a marca agora vende os smartphones, numa caixa em que só vem praticamente o telefone; ok, temos um cabo Lightning (USB-C), mas falta o carregador e os auscultadores, como se se esperasse que os compradores já tivessem estes acessórios, de compras antigas de iPhone.

A bateria já acabou?
Apesar de criticarmos a Apple por ser algo conservadora na evolução que aplica aos iPhone 12 para os 13, há sempre aqueles detalhes que podem fazer a diferença entre modelos lançados em anos sucessivos – para nós, a maior e mais evidente é a bateria, seguida das capacidades de fotografia. O 13 Pro Max tem quase mais três horas de autonomia que o seu antecessor; na nossa experiência de utilização, chegámos a estar quase um dia e meio sem termos de o carregar, nem nunca o facto de não termos uma tomada por perto era um problema. Tínhamos sempre a sensação de que este iPhone seria capaz de aguentar mais uma horas, mesmo que o utilizássemos de forma convencional. Aliás, em alguns dias, demos por nós a tentar esgotar a autonomia à força para tentar levar o smartphone ao “vermelho”, mas acabámos por ser vencidos pelo cansaço – se o fizemos, foi para garantir que, no dia seguinte, acordávamos com a bateria a 100%.

Jogos e fotografia
No pódio do nosso top três de inovações cabem ainda a fotografia e o desempenho, ambos pontos que se notam e muito no 13 Pro Max, como seria de esperar. Todos os anos, a Apple fala num aumento de rapidez e desempenho, principalmente em jogos, embora a grande parte dos utilizadores continue a usar títulos mais casuais, que puxam tanto pelo sistema, que o resultado é igual num iPhone 6 ou no mais recente. Mas quem experimentar títulos mais exigentes, vai perceber que a Apple elevou mesmo a fasquia gráfica e tornou este modelo numa espécie de consola portátil, mais poderosa que a Switch. Finalmente, na fotografia, destaque para a funcionalidade avançada ProRes, que permite gravar 4K a 30 fps (só em modelos com mais de 256 GB), os resultados em modo Noite são dos melhores que já vimos em qualquer smartphone – aliás, foi das raras vezes em que não sentimos falta de usar uma máquina DSLR para fotografar.


Distribuidor: Apple

Preço: €1279,99


Benchmarks

  • AnTuTu: 766 665
  • 3D Mark Ice Storm Unlimited: 131 278
  • PCMark Work 3.0: 16496
  • PCMark Work 3.0 Autonomia: 1010 minutos

Ficha Técnica

Processador: A15 Bionic
Memória: 6 GB
Armazenamento: 128 GB
Câmaras: 36 MP (traseiras) + 12 MP (frontal)
Ecrã: Super Retina XDR OLED, HDR10, 120 Hz (2778 x 1284), 460 ppi
Bateria: 4352 mAh
Dimensões: 160,8 x 78,1 x 7,7 mm
Peso: 240 gr