Acer Chromebook 315

Os Chromebooks já se podem comprar em Portugal e nós analisámos o Chromebook 315 da Acer, uma máquina de 15 polegadas que custa 459 euros.
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O principal argumento de venda do Acer Chromebook 315 é, sem dúvida, o preço. Esta máquina custa 459 euros e é capaz de cumprir praticamente todas as tarefas típicas de um computador de trabalho geral.

É certo que, o facto de usar o Chrome OS como sistema operativo, pode parecer um pouco estranho a um utilizador habituado ao Windows, mas é tudo uma questão de hábito, porque está lá tudo. Do correio electrónico à folha de cálculo e processador de texto. A única diferença é que em vez de fazerem parte do Microsoft Office, são as mesmas aplicações só que feitas pela Google.

O Chromebook 315 da Acer tem um ecrã LCD IPS de 15 polegadas, com resolução máxima Full HD (1920 X 1080), que oferece uma experiência de utilização bastante confortável, embora este não seja um ecrã espectacular, cumpre bastante bem os objectivos a que se propõe. As cores são suficientemente saturadas, mas o filtro anti-reflexo atrapalha um pouco a passagem da luz.

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A utilização de um ecrã com estas dimensões faz com que o computador tenha umas dimensões um pouco maiores que a maioria dos Chromebook, aproximando-se mais das de um PC tradicional. Apesar destas dimensões, o Chromebook 315 da Acer, com 1,6 kg, não é pesado e pode transportar-se perfeitamente de um lado para o outro durante o dia.

As dimensões mais generosas também permitiram à Acer incluir um teclado e um keypad numérico à esquerda, como os dos teclados dos PC de mesa. Isto é, claramente, uma mais-valia para quem necessita de inserir muitos dados numéricos. A utilização do teclado é confortável, embora o curso das teclas seja algo longo, o que lhe dá uma impressão um pouco esponjosa.

As ligações estão a cargo de 4 entradas USB (2 USB 3.0 Type-A e 2 USB 3.1 Type-C), existe também uma entrada jack de 3,5 mm para a ligação de auscultadores e microfones. As ligações sem fios incluem rede sem fios 802.11 ac e Bluetooth.

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Por dentro, está um processador Intel Pentium Silver com quatro núcleos a funcionar a 1,10 GHz. Estes processadores são os herdeiros dos Atom e são a oferta da Intel para o segmento de mercado dos processadores de baixo consumo.

O processamento gráfico é feito por um GPU UHD Graphics 605, integrado no processador, que partilha a memória RAM com o resto do sistema. A memória RAM é LPDDR4 e tem 8 GB. O armazenamento tem 128 GB de capacidade, e apenas pode ser ampliado através da adição de unidades externas.

Como já foi referido, o sistema operativo é o Chrome OS da Google. A primeira versão deste sistema operativo chegou ao mercado em 2011, com os computadores Chromeboo, vendidos pela Google, mas só agora, 10 anos depois, é que chegou a Portugal e mesmo assim apenas através da pressão dos fabricantes de PC, ávidos de entrarem em novos segmentos de mercado em mais países.

O Chrome OS é muito semelhante ao Linux e tem como objectivo permitir a construção de máquinas mais acessíveis, visto ser bastante menos exigente em termos de capacidades de processamento dos computadores em que está instalado. Uma das dificuldades iniciais era a obrigação de o computador estar sempre online, porque as aplicações da Google não funcionavam em modo offline. No entanto, isto foi resolvido e já é possível usar as aplicações em offline. Graficamente, o Chrome OS é semelhante ao Windows, embora seja mais parecido com o novo Windows 11 do que com outras versões. Isto porque o Windows 11 foi construído com base no Windows 10X que era para ter sido um concorrente directo do Chrome OS.

Apesar das especificações algo modestas, graças ao Chrome OS, a resposta é bastante rápida e proporciona uma boa experiência de utilização geral.

Do lado das medições de desempenho gráfico, o processador UHD Graphics 605 não permite veleidades. Serve perfeitamente para as tarefas quotidianas e jogos 2D, mas nada de 3D.

O processador em si já é outra história. No PCMark, o desempenho em produtividade está ao nível de o de um computador de gama média e até o supera em algumas tarefas. A bateria durou cerca de 10 horas, o que é excelente para quem necessita de trabalhar em qualquer lado. No campo das medições é necessário fazer uma ressalva, porque não existem versões do software que habitualmente usamos para medir o desempenho (PCMark e 3D Mark) especificamente para Chrome OS, mas as versões Android funcionam. Isto pode acrescentar um desvio nos valores dos resultados, tanto para cima, como para baixo.

PCMark PCMark Work PCMark Bateria (minutos) 3D Mark
6800 9447 618 1600

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