Morreu Sir Clive Sinclair, o inventor do ZX Spectrum

"O que era excitante para ele eram as ideias, o desafio. Ele podia ter uma ideia e dizer que não valia a pena perguntar se alguém a queria, porque os outros não conseguiriam imaginá-la."
Sinclair_ZX81
Sir Clive Sinclair com um computador pessoal ZX81.

Sir Clive Sinclair, o inventor do popular computador ZX Spectrum morreu ontem aos 81 anos devido a doença prolongada.

No início dos anos 70 do Século XX, Sir Clive Sinclair foi responsável pela invenção e comercialização da primeira máquina calculadora realmente de bolso . Em 1980 lançou o primeiro computador pessoal de baixo custo, o ZX80.

Em 1982, ao ZX80 e ao posterior ZX81 foi lançado o produto mais bem sucedido de Sir Clive Sinclair, o ZX Spectrum, primeiro uma versão com 16 KB de memória e posteriormente uma versão com 48 KB. Este era também um computador de baixo custo, com um teclado em borracha, o suporte de dados eram cassetes de áudio (como os anteriores), mas, ao contrário dos modelos anteriores, já era capaz de reproduzir imagens a cores. O ZX Spectrum vendeu mais de 5 milhões de unidades em todo o mundo, e para muitos foi a porta de entrada no mundo da informática e dos computadores. 

O ZX Spectrum.

O êxito do Spectrum e de jogos como Manic Miner, Chuckie Egg, Jet Pac, Lords of Midnight, Knight Lore e Elite, também ajudou a criação de um mercado de entretenimento digital doméstico, que na altura estava dar os primeiros passos com o lançamento de várias marcas de computadores domésticos mais económicos do que os usados nas empresas.

Sinclair recebeu o título de cavaleiro em 1983 e após o sucesso conseguido com o ZX Spectrum, decidiu construir outros tipos de produtos, como o televisor de bolso Sinclair TV80 e o veículo eléctrico pessoal Sinclair C5. No entanto, mais nenhum produto viria conseguir um êxito comercial semelhante ao do Spectrum.

Em declarações ao jornal The Guardian, a sua filha Belinda afirmou: “O que era excitante para ele eram as ideias, o desafio. Ele podia ter uma ideia e dizer que não valia a pena perguntar se alguém a queria, porque os outros não conseguiriam imaginá-la.”

Exit mobile version