Polícia chinesa acaba com a “maior organização mundial” de venda de cheats para videojogos

A policia chinesa, em colaboração com a Tencent, conseguiu suspender as actividades de uma organização de venda de cheats para videojogos.
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Alguns dos carros que foram apreendidos na operação policial.

Desde que há jogos que há batota. Fazer batota em jogos para um jogador, normalmente não afecta outras pessoas e, em certos casos, pode até ser considerado uma “funcionalidade”. A menos que se esteja a tentar bater o recorde de tempo em que o jogo é acabado numa competição oficial. No caso dos jogos online, a coisa muda de figura. A utilização de pequenos programas chamados ‘cheats’, que mudam as regras do jogo para darem vantagem a alguns jogadores em detrimento dos outros, estraga completamente o divertimento de quem não usa este tipo de batotas.

O problema ainda é pode ser amplificado, porque muitos jogos online actuais têm sistemas de micro transacções e esquemas “pay to win”, que também podem ser alterados pela utilização deste tipo de software.

A investigação deste caso começou há mais de um ano, em Março de 2020, com a denúncia às autoridades policiais por parte da editora chinesa Tencent de um grupo chamado ‘Chicken Drumstick’. Em Março de 2021, a policia de Kunshan organizou uma conferência de imprensa em que anunciou a captura dos responsáveis pela “maior organização mundial” de venda de cheats para videojogos.

 

Segundo uma publicação no Twitter do grupo Anti-Cheat Police Department, os responsáveis pelo ‘Chicken Drumstick’ arrecadava cerca de 10000 dólares por dia com a venda de aimbots (software que faz com que nunca se falhe um tiro), wall-hacks (um cheat que permite atravessar ou disparar através de objectos sólidos), entre outras batotas, a jogadores de todo o mundo e principalmente na China. Antes de serem apanhados, os responsáveis por estas batotas conseguiram ganhar cerca de 724 milhões de dólares.

No decorrer da operação, a policia de Kunshan fez rusgas em vários sítios, fechou 17 sites e prendeu 10 pessoas. Na mesma operação, foram apreendidos 20 milhões de dólares em carros a um dos responsáveis e 26 milhões em outros bens a outro.

A organização oferecia um serviço de subscrição de cheat que custava 1,5 dólares por dia e que podia chegar aos 26 dólares por mês. Os shooters na terceira pessoa para dispositivos móveis eram o foco principal da organização, mas também estavam disponíveis cheats para outros jogos, como Overwatch e Valorant.