Volvo aposta no blockchain para gerir produção de baterias e quer vender eléctricos apenas online

Quer no recurso ao blockchain, quer nas vendas online, há um objectivo em comum: o de a Volvo querer ser mais transparente com os seus clientes.
©Volvo
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A Volvo apresentou esta semana o seu segundo automóvel 100% eléctrico e passa agora a ter duas propostas sem motor de combustão no seu portfólio: o novo C40 e o XC40, ambos com a “assinatura” Recharge.

O conceito ‘eléctrico’ será mesmo para levar a sério, apesar de a marca sueca ter apenas duas alternativas deste género na sua gama – a Volvo quer que, em 2030, a sua oferta seja apenas composta por veículos 100% eléctricos, mesmo sem propostas híbridas plug-in. Além disso, a Volvo anunciou uma série de mudanças na sua estratégia, entre as quais a garantia de que quer usar materiais reciclados no habitáculos dos automóveis.

Blockchain para controlar cobalto

Nas abordagens mais tecnológicas, a marca sueca vai recorrer ao blockchain para fazer o rastreio global do cobalto usado nas baterias dos seus veículos eléctricos. Segundo a Volvo, será mesmo o «primeiro construtor automóvel» a adoptar esta prática.

©Volvo C40
©Volvo | O C40 é o novo automóvel 100% eléctrico da marca sueca.

A ideia é ter uma atitude de transparência para com os seus clientes: «A tecnologia blockchain estabelece uma rede de partilha de dados de confiança e aumenta significativamente a transparência da cadeia de fornecimento de matérias-primas. As informações sobre a origem do material não podem ser alteradas sem que isso seja detectado».

Automóveis eléctricos apenas com venda online

Outra das medidas que a Volvo se prepara para implementar é recorrer apenas ao online para vender automóveis eléctricos, o que representará uma «nova forma de relação com os clientes», e, logo, «uma alteração do modelo de negócio tradicional». Contudo, a entrega poderá sempre ser feita nos stands da marca, que passam a funcionar como um showroom, em vez de local de compra.

Esta estratégia de comércio digital faz ainda com que a Volvo reduza a «complexidade da oferta de produtos» e a adopte uma «estrutura de preços definida e transparente para cada modelo».