Nova placa gráfica da Intel já está disponível. Mas apenas para integradores

A placa gráfica DG1 apenas funciona com motherboards preparadas especialmente para a receber e não está disponível para o mercado doméstico.
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A placa gráfica DG1 é o primeiro hardware deste tipo a ser lançado em mais de 20 anos pela Intel, depois da placa AGP i740, que chegou ao mercado em 1998 e que teve uma vida muito curta.

Na semana passada, a Intel anunciou o início das vendas da placa DG1 a OEM (Original Equipment Manufacturer) e integradores para inclusão em sistemas pré-construídos. Até agora, apenas duas versões da DG1 foram anunciadas, uma da Asus que tem um sistema de refrigeração passivo e uma de um fabricante não anunciado, que usa um sistema de refrigeração activo.

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Para já, a Intel não tem planos de oferecer estas placas para a construção, ou upgrade, de sistemas personalizados pelos utilizadores. Em declarações ao site LegitReviews, a Intel disse que as placas DG1 apenas funcionam em sistemas muito específicos, com um firmware especial que assegura a compatibilidade com estas placas:

“As placas Iris Xe funcionarão apenas com processadores para computadores de secretária Intel de nona e décima geração (Coffee Lake-S e Comet Lake-S respectivamente), motherboards com chipsets Intel B460, H410, B365 e H310C e serão vendidas como parte de sistemas pré-construídos. Estas motherboards necessitam de um BIOS especial compatível com as Iris Xe, por isso as placas não serão compatíveis com outros sistemas.”

Numa fuga de informação, noticiada em Maio, uma Intel DG1 de desenvolvimento obteve um resultado de 5538 no teste de desempenho Fire Strike do 3D Mark, o que indica que é mais rápida que a versão para computadores portáteis, que está a chegar agora ao mercado, mas é mais lenta que placas de entrada de gama da AMD e Nvidia e nem fica perto dos resultados obtidos por placas topo de gama. Os resultados que chegaram ao público referem-se a uma placa de desenvolvimento, por isso é natural que as unidades finais sejam um pouco mais rápidas, mas é pouco provável.

Aliás, a versão OEM da DG1, agora lançada, pode até ser mais lenta que a versão de desenvolvimento, porque as versões finais incluem apenas 80 Execution Units, enquanto algumas versões de desenvolvimento tinham 96. Optimizações do lado dos drivers, feitas desde Maio, poderão ter um impacto positivo no desempenho, mas não é provável que alterem substancialmente os resultados nos testes de desempenho.

Se a Intel e os seus parceiros conseguirem produzir a DG1 em volumes significativos e rapidamente, esta placa pode muito bem vir a ser um êxito junto dos OEM, apesar das prestações modestas. As Nvidia GTX 1050 e AMD RX 560 são mais rápidas, mas difíceis de encontrar.

As duas versões da DG1 têm 4 GB de memória LPDDR4X, PCIe 4, saídas HDMI, DisplayPort e DVI-D dual-link e podem ser ligadas a três monitores 4K em simultâneo.

Os primeiros sistemas OEM com estas placas Intel DG1 devem chegar ao mercado na segunda metade de 2021.