Próxima geração de GPU AMD utilizará uma estrutura do tipo MCM

Os futuros GPU Navi 31, que serão lançados em 2022, deverão utilizar uma estrutura com múltiplos chips, tal como a AMD já o faz com os processadores Ryzen.

A futura geração de placas gráficas da AMD, prevista para chegar só em 2022, utilizará a arquitectura RDNA 3, mas segundo rumores que têm surgido em fontes fidedignas, tudo indica que a AMD irá utilizar uma estrutura de múltiplos chips (MCM – Multi Chip Module), à semelhança do que acontece com os seus processadores Ryzen.

Esta solução permitirá abandonar o actual formato de um só chip de dimensões massivas, que além de ser mais dispendioso de produzir, a sua complexidade tende a dificultar a sua produção isenta de falhas, o que acaba por relevar esses GPUs para modelos mais acessíveis, com menos unidades de processamento.

A ideia não é de agora, mas não foi implementada até agora devido às elevadas latências inerentes à comunicação entre os múltiplos chips dentro do próprio GPU. A AMD acredita ter ultrapassado essas limitações através daquilo que será designado de ligação crosslink passiva de alto débito, que permitirá não só interligar os chips dentro do GPU com latências muito reduzidas, como que cada chip possa comunicar directamente com o processador, de forma independente.

Segundo alguns rumores publicados nas redes sociais, o próximo GPU AMD Navi 31 utilizará já uma estrutura do tipo MCM, com 80 unidades computacionais em cada chip, o que permitirá criar modelos com vários chips para duplicar o número de unidades computacionais, bem como os processadores de stream de cada um.

Quanto a especificações, ainda nada foi revelado, apenas espera-se que a AMD tente melhorar as capacidades de processamento de Ray-Tracing, bem como criar uma espécie solução equivalente à tecnologia DLSS (Deep Learning Super Sampling) que a Nvidia utiliza nas suas placas gráficas, para minimizar o impacto no desempenho, quando se utiliza processamento de Ray-Tracing.