Samsung Galaxy Z Fold2

Vamos conhecer o novo Galaxy Z Fold2. Terá a Samsung conseguido melhorar aquele que era, para nós, o melhor smartphone dobrável do mercado?

Embora seja, visualmente, idêntico ao seu antecessor, na realidade o novo Galaxy Z Fold2 é completamente novo. Começando pelo essencial, a dobradiça, esta foi totalmente redesenhada, sendo agora mais robusta (os testes de resistência realizados foram mais exigentes). Este elemento permite dobrar o ecrã do Z Fold2 em qualquer ângulo, podendo mantê-lo nessa posição, tirando partido de algumas optimizações em termos de sistema operativo e software, como a visualização Flex, revelada no Galaxy Z Flip.

A nova dobradiça também permite que, quando fechado, o Z Fold2 seja bastante mais estreito que o seu antecessor, dando a impressão de estarmos perante um smartphone com melhor qualidade de construção.

Destaque ainda para o melhor acabamento, similar ao utilizado pelo Note20, estando disponível nas cores Mystic Bronze e Mystic Black, com acabamento mate, e com a possibilidade de poder personalizar a faixa da coluna da dobradiça, em Metallic Silver, Gold, Blue ou Red.

Novos ecrãs
Se, no corpo ,as mudanças, embora significativas, pareçam pouca coisa, o mesmo não podemos dizer dos ecrãs. Começando pelo óbvio, o ecrã Super AMOLED externo mudou radicalmente: tem agora 6,23 polegadas (2260 x 816, 25:9) e aproveita quase toda a área do painel lateral. Tudo isto faz com que seja um ecrã totalmente utilizável, sem precisar de recorrer ao interno para desempenhar qualquer tipo de função.

Porém, ninguém fica indiferente ao ecrã interior: está ainda maior, com 7,6 polegadas, tem melhor qualidade de imagem, 120 Hz e uma única câmara frontal embutida no próprio ecrã, dispensando assim a estranha solução utilizada no seu antecessor, com um módulo que ocupava uma área significativa.

Este ecrã tem ainda a particularidade de ter molduras menores, aproveitando melhor o espaço disponível do equipamento. Se tivéssemos de criticar algum ponto, nunca seria o ecrã, mas sim a irritante película de protecção do mesmo, um verdadeiro íman de dedadas, sendo algo complicada de limpar, devido ao cuidado adicional para exercer pouca pressão sobre o ecrã.

Câmaras e desempenho
A nível de câmaras ficámos um pouco decepcionados, pois o novo Galaxy Z Fold2 continua a ser bastante contido nas câmaras utilizadas, face a outros equipamentos topo de gama da Samsung. Estamos perante uma solução composta por três sensores traseiros de 12 MP cada, principal, grande angular e teleobjectiva, sendo que este último tem um zoom óptico 2x. Temos ainda um sensor frontal de 10 MP integrado no ecrã externo e outro de 10 MP no ecrã interno.

Relativamente ao desempenho, temos um Snapdragon 865+ da Qualcomm (o processador que queríamos ter no Galaxy Note20 Ultra), 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento, do tipo UFS 3.1 – infelizmente, não é expansível.

A Samsung conseguiu a proeza de aumentar a capacidade da bateria para 4500 mAh, tendo esta garantido quase dezoito horas de autonomia com o ecrã externo, e pouco mais de nove horas com o ecrã interno, o que é excelente se tivermos em conta que este pode trabalhar até 120 Hz, graças ao modo dinâmico existente.


Distribuidor: Samsung

Site: samsung.com/pt

Preço: €2049,90


Benchmarks

  • 3D Mark Ice Storm Unlimited – 118 591
  • Antutu Benchmark – 584 440
  • PCMark Work 2.0 – 13 731
  • PCMark Work 2.0 Battery – 1058 minutos (543 minutos ecrã interno)

Ficha Técnica

Processador: Qualcomm Snapdragon 865+ (3,09 GHz + 3 x 2,42 GHz + 4 x 1,8 GHz)
Memória: 12 GB
Armazenamento: 256 GB
Câmaras: 12 MP f/1.8 + 12 MP f/2.2 + 12 MP f/2.4 (traseira); 10 MP f/2.2 (frontal); 10 MP f/2.2 (frontal interna)
Ecrã: 7,6” Dynamic AMOLED 2X dobrável 120 Hz (2208 x 1768) 373 ppi + 6,23” Super AMOLED (2260 x 816)
Bateria: 4500 mAh
Dimensões: 159,2 x 128,2 x 6,9 mm (159,2 x 68 x 16,8 mm dobrado)
Peso: 282 gr