Probely ajuda à existência de uma Internet mais segura para todos

A startup nacional quer contribuir para uma Internet mais segura e desenvolveu uma solução que permite às organizações testarem as suas aplicações Web e API e prevenirem, assim, ciberataques.

A segurança é, sem dúvida, um dos temas que mais preocupa as empresas e as pessoas e os fundadores da Probely – Nuno Loureiro, Tiago Mendo, Hugo Castilho, João Poupino e Bruno Barão, que sempre trabalharam na área de segurança aplicacional estão bem cientes dessa situação.

A startup nasceu com o convite para integrar a Bright Pixel, em que «aproveitaram a oportunidade para desenvolver um produto que fosse uma solução para um problema» com o qual lidavam regularmente, explica o CEO da startup, Nuno Loureiro. O empreendedor esclarece que a equipa via «muitos problemas graves de segurança em aplicações que estão expostas na Internet». Muitos desses problemas «não só têm impacto no negócio das empresas que gerem esses serviços, mas também nas pessoas que utilizam o serviço».

Assim, a missão da Probely passou a ser «contribuir para uma Internet mais segura» e a empresa desenvolveu uma solução que permite «a qualquer empresa efectuar rapidamente testes de segurança às suas aplicações e incluir esses testes de segurança no ciclo de desenvolvimento do software».

Sobre a importância de serem participados pela aceleradora da Sonae, o CEO esclarece que a mesma foi vital para o desenvolvimento da empresa: «O fundador da Bright Pixel, Celso Martinho, era alguém com quem já trabalhávamos há muitos anos. Isso certamente teve um peso significativo na decisão de investir na nossa equipa, pois já conhecia o nosso trabalho e as nossas capacidades. Creio que só assim foi possível garantir um investimento numa fase tão inicial do projecto, onde só tínhamos uns slides a demonstrar a ideia do nosso produto».

Resolver problemas facilmente
Em relação à Probely, Nuno Loureiro destaca «a facilidade com que uma equipa de segurança consegue delegar os testes de segurança nas equipas de desenvolvimento, não perdendo a visão sobre os resultados dos mesmos», assim como a «descrição e sugestões de como resolver os problemas encontrados, até à integração da mesma com outras ferramentas».

E se, inicialmente, a startup lançou um produto vocacionado para PME, «com um preço bastante competitivo para permitir a qualquer empresa em apenas cinco minutos começar a efectuar testes de segurança», no final do ano passado, a Probely apostou num produto vocacionado para grandes empresas. Mais recentemente, durante a pandemia, lançou uma solução de testes de segurança para API já que a utilização destas interfaces é cada vez mais recorrente. É por tudo isto que a startup tem clientes em vários sectores entre os quais telecomunicações, automóvel, media, construção civil, classificados, aviação, tecnologia e banca.

Aposta nos EUA
Sendo o Probely uma solução disponibilizada na cloud, «é fácil ter alguma presença em qualquer país», salienta Nuno Loureiro e, neste momento, a empresa tem clientes em cerca de 25 países, sendo que os mercados onde têm o maior número de clientes são «os EUA, seguido do Reino Unido».

O plano de expansão «passa sempre por encontrar parceiros locais, excepto para os nossos principais mercados» como é o caso do norte-americano, onde aliás já têm escritório. O co-fundador refere que a empresa quer focar-se em algumas geografias e na melhoria das suas soluções: «A nossa ambição é crescer sobretudo nos EUA e Europa, ter empresas de renome em carteira e ser uma referência a nível de testes de segurança automatizados. A nível de produto passará muito pela obsessão em diminuir o tempo que as empresas precisam de despender para testar a segurança das suas aplicações e pelo aumento da variedade de vulnerabilidades que conseguimos detectar».