Estudo da Universidade de Aveiro confirma teorias sobre veículos autónomos: são mais seguros e amigos do ambiente

«Ainda que modestos, estes resultados são relevantes no contexto de poluição atmosférica em que vivemos», diz a responsável pelo estudo.
©Alexander Popov
©Alexander Popov

«Os veículos autónomos vão trazer para as cidades um ar menos poluído»; «as investigações apontam o aumento da segurança rodoviária como a grande vantagem da tecnologia autónoma nos meios de transporte urbanos». Estas são duas das principais conclusões de um estudo da Universidade de Aveiro sobre veículos autónomos.

Escrito em inglês, o Autonomous Vehicles Opportunities for Cities Air Quality acaba por confirmar duas das ideias que já tínhamos sobre este tipo de veículos – o facto de serem controlados por um computador, e não conduzidos por uma pessoa, permite que o factor humano seja eliminado da equação.

Na realidade, isto faz com que os processos de aceleração/desaceleração e travagem (que são os principais responsáveis pelos consumos altos e consequente emissão de gases de estufa, nos veículos que não são eléctricos) fiquem a cargo de algoritmos e dados que permite que o desempenho seja mais eficiente em todos os parâmetros.

A confirmar isto mesmo está o método usado pela líder do estudo, Sandra Rafael. A investigadora usou «modelos de computação em dinâmica de fluidos para prever e conjugar vários cenários: número de veículos elétricos e não eléctricos autónomos em circulação, morfologias urbanas».

Redução das emissões é de apenas 4%

Resta saber as conclusões: para este os investigadores consideraram uma taxa de integração de veículos autónomos de «30 por cento», o que resultou numa «redução total de 4% das emissões de óxidos de nitrogénio»; destes, o dióxido de azoto baixou 2% e quando as simulações foram feitas com todos os veículos autónomos a serem eléctricos, foi registada uma redução média das concentrações de dióxido de azoto em «4%», outra conclusão que seria de esperar.

«Ainda que modestos, estes resultados são relevantes no contexto de poluição atmosférica em que vivemos», assume Sandra Rafael, que deixa ainda um alerta, também ele previsível: «É essencial desenvolver tecnologias que permitam de forma eficiente e sistemática reduzir as emissões associadas a este sector». O estudo pode ser lido aqui na íntegra.