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Microsoft Surface Go 2

O Microsoft Surface Go original sempre foi um equipamento que prometia mais que oferecia. Terá a Microsoft resolvido esse problema com esta segunda geração?

Classificação

Medições5
Experiência9
Preço6

Gostámos

  • Qualidade de construção
  • Autonomia

A rever

  • Desempenho limitado

Ponto final

6.7Mantendo a qualidade de construção de sempre, o novo Surface Go 2 revelou-se um bom computador de dimensões verdadeiramente compactas. Mas prepare-se, porque para garantir um desempenho aceitável, terá de pagar bem por isso.

O Surface Go original era a representação ideal do computador híbrido compacto para trabalhar, navegar na Internet ou aceder a conteúdos multimédia online. O problema é que existiam demasiadas limitações para o considerarmos uma boa compra.

Com o Surface Go 2, a Microsoft acredita ter eliminado essas limitações, ao dotar o equipamento de um ecrã ligeiramente maior, mais autonomia e desempenho melhorado, tudo isto mantendo o design fino e leve do seu antecessor. Até aqui tudo bem e é impossível ficar-se indiferente à excepcional qualidade de construção do Surface Go 2, bem como às suas invejáveis dimensões. Mas mais meia polegada de ecrã (de 10 para 10,5) ou o aumento de resolução (de 1800 x 1200 para 1920 x 1280) não é sinónimo de uma utilização significativamente mais confortável. Pior ainda: a Microsoft manteve as ligações, apenas uma USB-C e um leitor de cartões MicroSD, escondido por detrás do prático apoio variável do ecrã.

Melhorias internas
Onde, efectivamente, houve uma importante melhoria, foi na autonomia, com este Surface Go 2 a registar mais de dez horas, conforme a Microsoft anuncia. Já a nível de processamento, não espere o mesmo ‘à vontade” que encontra num Surface Pro 7, já que o desempenho está bastante limitado pelo processador Intel Core m3-8100Y. Trata-se de um processador de baixo consumo, com dois núcleos que trabalham a 1,1 GHz (até 3,4 GHz em modo Turbo), mas que devido ao facto de não existir qualquer tipo de sistema de arrefecimento activo (daí o trabalhar silencioso deste tablet), raramente conseguirá atingir velocidades mais elevadas que 1,6 GHz.
O resto da configuração que recebemos para testes incluía 8 GB de memória DDR3 de baixa voltagem e um SSD NVMe de 128 GB expansível com o já referido cartão de memória MicroSD.

Opções
Como seria de prever, uma configuração com um processador orientado para baixo consumo energético não será propriamente um marco em termos de desempenho, algo que foi facilmente comprovado pelos resultados obtidos nos testes do PCMark 10, com cerca de metade do resultado obtido pelo Surface Pro 7, e 1/3 do desempenho gráfico no 3DMark Cloudgate, fruto da antiquada controladora Intel UHD Graphics 615.
O pior de tudo é que esta configuração eleva o preço do Surface Go 2 para 729 euros (ou 839 euros, se optar pela versão com ligação de dados móveis LTE), um valor significativamente superior aos 469 euros pedidos pela versão-base, equipada com um processador Intel Pentium 4425Y.

Se a isto adicionar o preço de extras como a excelente Surface Pen (114,99 euros) ou a capa com teclado e touchpad integrado (129,99 euros), rapidamente verificará que este compacto da Microsoft não é tão acessível quanto nos faziam querer, nem tão bom quanto gostaríamos. Talvez estes problemas sejam corrigidos no Surface Go 3.


Distribuidor: Microsoft

Site: microsoft.com/pt-pt

Preço: €729,99


Benchmarks

  • PCMark 10: 2591
  • PCMark 10 Productivity: 4702
  • PCMark 10 Battery Modern Office: 624 minutos
  • 3D Mark Cloudgate: 5597

Fichas Técnica

Processador: Intel Core M3-8100Y a 1,1 GHz
Memória: 8 GB DDR3
Armazenamento: 128 GB SSD NVMe
Placa Gráfica: Intel UHD Graphics 615
Ecrã: 10,5” táctil (1920 x 1280)
Ligações: USB-C, leitor de cartões MicroSD, jack 3,5 mm
Dimensões: 245 x 175 x 8,3 mm
Peso: 544 gr

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