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Ligações peer-to-peer

Criado inicialmente para facilitar a implementação de redes maiores, dispensando assim o uso de sistemas monolíticos em que toda a gestão da rede precisava de passar por um servidor central, as ligações peer-to-peer (P2P) só ficaram conhecidas quando começaram a ser usadas por aplicações como o Napster, embora os princípios iniciais da World Wide Web tivessem sido criados a pensar numa arquitectura P2P, em que cada utilizador/computador seria uma parte da fonte dos conteúdos disponibilizados para todos.

A própria USENET, uma rede de mensagens entre sistemas Unix, baseia-se no princípio das redes P2P, embora neste caso seja o remetente, e não o receptor, quem iniciava as transferências de conteúdos.

Aliviar infraestruturas
Através da tecnologia P2P, deixou de ser necessária a utilização de servidores centrais para armazenamento dos conteúdos, embora ainda sejam necessários para a indexação dos conteúdos. Ou seja, a carga no servidor reduziu significativamente com a implementação de uma rede P2P, pois o servidor apenas precisará de encaminhar o utilizador para o computador que tem armazenado o conteúdo desejado. Isto alivia a carga, não só para o servidor, como para as próprias ligações de rede associadas ao servidor, libertando assim recursos que podem ser utilizados por outros utilizadores.

Isto significa que, após a indexação e devido encaminhamento, todo o processo de transferência de conteúdos será realizada directamente entre dois (ou mais) computadores, aquele que tem os conteúdos e aquele que os deseja obter. Empresas como a Microsoft optaram por aplicar a tecnologia P2P (designando-a de ‘delivery optimization’) para a disponibilização de actualizações para o Windows 10, libertando até 50% da carga dos seus servidores centrais, ao recorrer aos utilizadores locais como origem dos ficheiros de instalação das actualizações.

Torrents
A aplicação que melhor partido tira de uma ligação P2P é o universo BitTorrent, em que um utilizador, quando deseja partilhar um conteúdo, lança a chamada ‘seed’ (semente), com a extensão .TORRENT, para que outros utilizadoras a possam descarregar.

A partir do momento em que inicia o download, a própria infraestrutura das redes BitTorrent transformam esse utilizador receptor num ‘leech’ (sanguessuga) que, ao contrário do que o nome indica, além de descarregar, passará a actuar como sendo um ‘seeder’ (utilizador que partilha) adicional, ou seja, irá ajudar o computador original a partilhar esse conteúdo.

Pelo facto de esse conteúdo ser descarregado em fragmentos, isto torna possível pausar e retomar a partilha em qualquer momento, mesmo que um (ou mais) utilizador altere o nome dos ficheiros. Como forma de beneficiar os seeders, a própria rede BitTorrent premeia os utilizadores com uma melhoria de desempenho, ou seja, a velocidade de download de conteúdos será superior para utilizadores que mais conteúdos partilham.