OpiniãoPraia das Maçãs

Ai, querias low-cost?

Uma reflexão sobre o novo iPhone SE e ao que a Apple tem feito na luta contra o Coronavírus.

O iPhone SE chega a 24 de Abril e começa nos 599 euros. ©Apple©Apple

Uma das surpresas desta “saison” (como se não bastasse já de surpresas), foi a Apple que trouxe; aliás, até trouxe mais que uma, mas já lá vamos, tendo tirado da cartola um iPhone SE 2020. Não tardou a que o meu conjunto pessoal de maldizentes me atazanasse o juízo com as piadinhas expectáveis para o acontecimento. «Então agora podes comprar um iPhone baratinho? É pena ser o modelo de há três gerações…».

Nem é mentira que não haja almoços grátis, nem o iPhone SE2020 é um telefone tecnologicamente atrasado. Sim, a base é um iPhone 8, sim senhor (que foi um belíssimo telefone), mas já lhe sucederam três modelos. Uma boa dose de características técnicas veio “emprestada” dos irmão mais velhos e suplanta claramente as do iPhone 8 original. Pode carregar sem fios e passou a ser resistente à agua e ao pó, com a adopção de certificação IP67. Tem uma câmara de lente única de 12 MP com estabilização de imagem, grava 4K a 60 frames por segundo, um ecrã Retina HD de 4,7 que é o tal tamanho discreto que muita gente diz preferir. Não é mau negócio para o preço anunciado e a maledicência não tem grande razão de existir, para quem queira um iOS 13 no bolso sem ter de vender um rim…

A outra surpresa engraçada veio dos dados de mobilidade analisados pelo Apple Maps. Dados anonimizados, mas deveras interessantes para grandes análises no que à mobilidade diz respeito, sobretudo para podermos ver com exactidão o impacto brutal que as nossas estruturas sociais sofreram em tempos de Pandemia. É uma viagem muito interessante, aquela a que se pode ter acesso em apple.com/covid19/mobility.

A minha vénia pessoal ao esforço que a Apple tem feito na luta contra o Coronavírus. Não apenas na ajuda com material, mas também no redireccionamento de indicações da app Maps para bens e serviços de primeira necessidade (hipermercados, serviços de entrega e serviços médicos). Até a Siri está mais apta na busca de informação de sintomas e informação de avaliação dos mesmos.

Haveremos de sair disto um pouco mais humanos, espero. Nem sempre a humanidade nos decepcionará. Mantenham-se seguros.

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