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Portugal é um dos países mais afectados pela campanha de malware RevengeHotels

Pelo menos dois grupos, RevengeHotels e ProCC, participaram na campanha, sendo provável que estejam envolvidos outros grupos de hackers.

A investigação de Kaspersky sobre a campanha RevengeHotels, direccionada ao sector hoteleiro, confirmou que mais de 20 hotéis na Europa, América Latina e Ásia foram alvo de ataques de malware dirigidos. Portugal é o 3º país da lista com mais vítimas que acederam ao link malicioso.

RevengeHotels é uma campanha de malware na qual participam vários grupos com a intenção de infectar empresas ligadas à hotelaria mediante a utilização de Trojans de Acesso Remoto (RATs). Pelo menos dois grupos, RevengeHotels e ProCC, participaram na campanha, sendo provável que estejam envolvidos outros grupos de hackers.

O principal vector de ataque nesta campanha são e-mails com ficheiros maliciosos anexados, nos formatos de Word, Excel ou PDF. Alguns deles exploram a vulnerabilidade CVE-2017-0199 através de scripts VBS e PowerShell, instalando posteriormente versões de vários RATs, bem como malware personalizado, como é exemplo o ProCC, nos dispositivos das vítimas. Desta forma, conseguem executar comandos e configurar o acesso à distância dos sistemas afectados.

Há que ter em consideração que mesmo os utilizadores mais experientes podem ser vítimas destes e-mails, descarregando os ficheiros anexados, precisamente devido ao elevado nível de pormenorização dos mesmos (por exemplo, cópias de documentos legais ou informação sobre os motivos das reservas), o que contribui para tornar a mensagem mais convincente.

Na verdade, o único detalhe que podia servir para comprovar que o e-mail era fraudulento correspondia a uma pequena alteração ortográfica no nome do domínio da organização do suposto remetente.

Uma vez infectado um dispositivo, os hackers conseguiam aceder ao mesmo de forma remota e, inclusivamente, segundo alertam os investigadores da Kaspersky, vender o acesso aos dados armazenados nos sistemas das recepções dos hotéis através de uma subscrição.

Os dados também puderam ser comprometidos porque os colaboradores dos hotéis copiavam muitas vezes a informação dos cartões de crédito dos seus clientes desde as bases de dados das agências de viagens online, para poderem cobrar os pagamentos.

“À medida que cresce a precaução dos utilizadores no que respeita à privacidade dos seus dados, os hackers recorrem cada vez mais a empresas que à partida não contam com um alto nível de protecção contra ciberataques, mas possuem, ao mesmo tempo, um elevado número de dados pessoais. Neste sentido, as empresas hoteleiras devem acautelar-se, melhorando as suas soluções de segurança profissionais, de forma a evitar roubos de dados, que podem não só afectar os seus hóspedes, como manchar a reputação dos hotéis”, comentou Dmitry Bestuzhev, responsável da equipa global de análise e investigação da Kaspersky América Latina.

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