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Microsoft actualiza Windows 10 para tapar buraco de segurança descoberto pela NSA

NSA

De acordo com o Washington Post, a National Security Agency dos Estados Unidos (NSA) descobriu uma falha grave de segurança no Windows 10, que potencialmente pode expor os dados dos utilizadores deste sistema a roubos ou mesmo expô-los a eles próprios a vigilância ilegal. A notícia foi confirmada pelo site Krebs on Security, que noticiou que a NSA confirmou que tinha mesmo descoberto um problema de segurança com um nível de gravidade alto e que tinha passado essa informação à Microsoft.

No passado a NSA quase de certeza que teria guardado esta informação para si, para que a pudesse usar para espiar adversários dos Estado Unidos. Os melhores exemplos são as vulnerabilidades WannaCry e EternalBlue que afectavam o Windows e que foram descobertas pela NSA e usadas para espionagem durante anos. A agencia desenvolveu ferramentas que lhe permitiram usar estas vulnerabilidades, mas algumas foram descobertas e lançadas para o público em geral por um alegado grupo de hackers russos chamado Shadow Brokers. A vulnerabilidade EternalBlue ainda é usada hoje em dia em ataques de ransomware, roubo de dados e outros tipos de ataques a sistema que não estejam actualizados.

A NSA confirmou que a nova vulnerabilidade afecta o Windows 10 e o Windows Server 2016. E diz que chamou a atenção para sua existência porque “torna o sistema de confiança do sistema vulnerável”. No entanto, não indica quando é que a vulnerabilidade foi descoberta e não fala mais sobre este assunto até que seja lançada uma actualização para o sistema operativo.

De acordo com o Krebs on Security, a vulnerabilidade afecta um componente do sistema chamado crypt32.dll que, de acordo com a Microsoft, gere funções relacionadas com certificados e criptografia. Um problema de segurança nesta área do sistema poderia afectar a autenticação em computadores de secretária e servidores com Windows, dados sensíveis no Internet Explorer e Edge e em muitas aplicações de terceiros. Os atacantes também podem usá-la para imitar assinaturas digitais, fazendo com que malware se parecesse com uma aplica legítima.

Utilizadores como o exército dos Estados Unidos e as entidades que gerem partes chave da infra-estrutura de Internet já receberam uma actualização para resolver o problema. A Microsoft irá disponibilizar a actualização para o resto dos utilizadores ainda hoje e, ainda segundo o Krebs on Security, todos devem instalá-la o quanto antes.