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O que quer dizer o divórcio da Google e Huawei para os consumidores?

A guerra entre os EUA e a China acaba de se tornar dolorosamente real para a Huawei com a Google a impedir o acesso ao Android nos próximos equipamentos da marca chinesa.

Huawei_Android

Como já é do domínio publico, a Google suspendeu o acesso da Huawei às futuras actualizações do Android. No campo do hardware, os principais construtores de circuitos integrados utilizados em infra-estrutura e smartphones, como a Intel, Xilinx, Qualcomm, Broadcom e Infineon Technologies, também anunciaram que iriam deixar de fornecer os seus produtos à fabricante chinesa.

Esta decisão vem na sequência da adição da Huawei e mais outras 70 empresas fabricantes de material de telecomunicações chinesas a uma lista negra, que impede que empresas americanas tenham relações comerciais com entidades consideradas “riscos de segurança” por colaborarem com estados inimigos.

A partir de agora, se a Huawei quiser continuar a utilizar o sistema operativo móvel da Google, terá de utilizar a versão de código aberto, que embora ofereça praticamente as mesmas funcionalidades do Android completo não permite o acesso à loja de aplicações da Google, nem aos vários serviços para dispositivos móveis da empresa americana.

O que quer dizer tudo isto para os consumidores de produtos Huawei?

Para todos os que têm smartphones da Huawei neste momento, nada. Tudo vai continuar a funcionar como até agora, quer no que respeita ao acesso à loja de aplicações da Google, quer no que respeita ao acesso aos serviços como o Google Maps ou outros.

O único problema real para os utilizadores já existentes vai ser quando sair o novo Android Q, porque, se a situação se mantiver, não vai estar disponível tanto em novos modelos, como nos smartphones que já foram vendidos.

No entanto, numa entrevista ao Die Welt, Richard Yu, director da divisão de produtos de consumo da Huawei, confirmou que a empresa já está há algum tempo a desenvolver um sistema operativo para smartphones alternativo ao Android, que até pode servir de “plano B”, mas que não resolve o problema com o acesso aos serviços online que são uma parte muito importante da experiência de utilização do Android.

Algumas informações também apontam para que a Huawei tenha feito stock de componentes essenciais para a construção de smartphones e outro hardware, por já estar a prever esta decisão da administração dos EUA.

A reacção da Huawei e a confirmação da Google

Num curto comunicado, a Huawei garante que, apesar desta ordem, vai continuar a fornecer actualizações de segurança e serviços pós-venda a todos os smartphones e tablets Huawei e Honor existentes que já tenham sido vendidos ou que ainda estejam em stock.

Do lado da Google, houve apenas a confirmação de que a empresa de Mountainview está meramente a cumprir ordens superiores, mas que vai continuar a fornecer actualizações de segurança para dispositivos Huawei existentes.

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