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O Varjo VR-1 é o primeiro headset de realidade virtual de muito alta resolução

Varjo VR-1

O Varjo VR-1 foi lançado hoje em 34 países (incluindo Portugal) e o fabricante gaba-se que este headset é o único no mercado que é capaz de reproduzir imagens de qualidade fotográfica, muito acima de qualquer outra proposta que exista no mercado hoje em dia. Só tem um problema: custa 5995 dólares (cerca de €5297) mais uma anuidade obrigatória de 995 dólares (cerca de €879) durante o primeiro ano.

O segredo da qualidade de imagem do VR-1 é o “Bionic Display” composto pelo “Ecrã de contexto” (Context Screen), que tem a mesma resolução dos ecrãs Vive Pro da HTC ou do Oculus Quest, 1440 X 1600 por cada olho, que tem no meio um outro ecrã mais pequeno com 20 vezes mais resolução, 3000 píxeis por polegada, ou 60 píxeis por grau denominado “Ecrã de foco” (Focal Screen). Este ecrã central faz a diferença.

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Esquema do “Bionic Display” do Varjo VR-1.

Numa fotografia publicada pela Varjo, que mostra um cockpit de um simulador de voo, pode ver-se uma comparação entre o ecrã do VR-1 com o ecrã de um Vive Pro e pode ver-se facilmente que a qualidade da imagem é completamente diferente. No caso do Vive não se consegue perceber muito bem os pormenores, enquanto na do VR-1 tudo o que está no ecrã é legível.

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A comparação da imagem de um cockpit de um avião simulado entre o VR-1 e um HTC Vive.

O “Ecrã de Contexto” é AMOLED e funciona a 90 Hz, enquanto o ecrã principal é OLED a 60 Hz, apesar destas diferenças os técnicos da Varjo conseguiram fazer com que ambos os ecrãs tenham as mesmas tonalidades de cor e alinhamento dos objectos, o que faz com que o utilizador não consiga detectar facilmente a passagem da visualização de um ecrã para outro.

As lentes que estão instaladas no VR-1 são maiores que as que estão noutros modelos de headsets, o que faz com que o ponto de focagem dos olhos seja também maior. O método de fabrico foi pensado de forma a eliminar o máximo de reflexões e aberrações cromáticas possíveis. O fabricante também faz uma afinação personalizada de cada unidade para eliminar o máximo de problemas com a imagem que possam aparecer.

Para além do headset, o utilizador também terá de investir num computador com um sistema gráfico que seja capaz de fazer todos os cálculos necessários para alimentar estes ecrãs de alta resolução em tempo real. Esta é mais uma razão para que os VR-1 sejam apenas para utilizadores profissionais que trabalhem, por exemplo, em design industrial, engenharia ou arquitectura com acesso a hardware profissional com grandes capacidades gráficas.

O headset VR-1 também inclui um software de rastreamento dos olhos, que, para já, está apenas a ser utilizado para ajudar na interactividade com outro software e não para ajudar em rendering selectivo das cenas que aparecem no ecrã. Este software, em conjunto com os motores das lentes, servem também para detectar e calibrar automaticamente cada lente do headset para cada olho do utilizador de uma forma independente. Isto reduz substancialmente a fatiga ao fim de longas sessões de utilização. Existe também um sistema de ventilação activa para reduzir o calor da cara do utilizador durante a utilização.

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PCGuia
Pedro Tróia
Sou director da PCGuia há alguns anos e gosto de tecnologia em todas as suas formas. Estou neste mundo muito por culpa da minha curiosidade quase insaciável e por ser um fã de ficção científica.
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