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Barómetro de Risco Allianz: risco cibernético é uma preocupação central para as empresas em 2019

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De acordo com o Barómetro de Risco Allianz 2019, os incidentes cibernéticos (37% das respostas) são equiparáveis à interrupção de negócios (37% das respostas), como os principais riscos de negócio a nível global.

Ao mesmo tempo, as empresas estão mais preocupadas com as alterações na legislação e regulamentação (27% das respostas). O estudo anual sobre riscos globais de negócios da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) inclui as opiniões de 2415 especialistas de 86 países, incluindo CEOs, gestores de risco, corretores e especialistas em seguros.

A interrupção de negócios (39% das respostas) incluindo a suspensão de cadeias de fornecimento é o principal risco apontado pelos 29 especialistas portugueses, seguido pelos incidentes cibernéticos, como violação de dados e falhas de TI (36% das respostas), catástrofes naturais (33% das respostas), evolução do mercado (31% das respostas), alterações na legislação e regulamentação, evolução macroeconómica e novas tecnologias (18% das respostas), alterações climáticas,retirada de produtos, gestão de qualidade e defeitos em série (15% das respostas).

O crime cibernético custa cerca de 600 mil milhões de dólares por ano. Embora os criminosos usem métodos mais inovadores para furtar dados, cometer fraudes ou extorquir dinheiro, há também uma crescente ameaça cibernética de estados-nações e grupos de hackers afiliados que se dirigem a fornecedores de infraestrutura crítica ou roubam dados valiosos ou informações comerciais confidenciais de empresas.

Os incidentes cibernéticos são cada vez mais propensos a desencadear litígios. As violações de dados ou interrupções de TI podem gerar grandes responsabilidades de terceiros, já que os clientes afectados ou os accionistas procuram recuperar as perdas das empresas.

“As empresas precisam de planear uma grande variedade de cenários e estímulos disruptivos, já que é aí que a sua grande exposição se encontra na actual sociedade em rede”, referiu Chris Fischer Hirs, CEO da AGCS.

“Os riscos disruptivos podem ser físicos, como incêndios ou tempestades, ou virtuais, como uma interrupção de TI, que pode ocorrer por meios maliciosos e acidentais. Estes podem derivar das suas próprias operações, mas também de fornecedores, clientes ou prestadores de serviços de TI da empresa. Seja qual for a causa, a perda financeira para as empresas após uma paralisação pode ser enorme. As novas soluções de gestão de risco, ferramentas analíticas e parcerias inovadoras podem ajudar a compreender melhor e a mitigar a infinidade moderna de riscos e evitar perdas antes que estes ocorram”.

Via Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS).

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