Remember, Remember

Uma reflexão sobre a utilização industrial de ecrãs OLED e a Apple.
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Ah… as saudades que eu tenho de um ano inteiro de rumores (e a devida dose de parvoíce) a antecipar produtos novos a cada três meses… na verdade, isto agora em termos Apple é uma enorme chatice. Sabemos quase tudo, perdeu-se o mistério e o suspense até o homem subir ao palco. Isto está de tal modo estranho que eu ainda nem vi a última Keynote da WWDC. A sério, Apple, tu não és mais a mesma (e ando há vinte anos a dizer isto).

A guerra industrial do momento está focada na utilização industrial de ecrãs OLED. Se se lembram como já fomos felizes com displays LCD (e sim, já fomos muito felizes com eles), saibam que a tecnologia LCD é, neste momento, a mais baratinha delas.

Os displays OLED oferecem características muito melhores de contraste e brilho face ao LCD tradicional (viram como se chama “tradicional” a uma tecnologia que era só a melhor há poucos anos?). Embora muitos construtores estejam a usar a tecnologia mais barata, adicionam alguns pequenos truques para esbater as diferenças.

Uma coisa é certa, os ecrãs OLED são tremendamente mais caros de produzir o que “salga” (e muito) os preços dos telefones. O que me questiono na verdade é se o mercado quer mesmo um telefone “amputado” daquilo que faz dele uma estrela dos telefones actuais. E mesmo numa rapidíssima “sondagem” aos números das vendas do iPhone X no mercado nacional, capazes de espantar um analista financeiro num cenário de “pós-crise”, continuo com dúvidas se não preferimos todos a “flor de sal” da tecnologia.

E o mesmo está a acontecer noutras marcas mais ou menos concorrentes como a Samsung ou a Huawei. Não se confirmaram alguns receios de que fabricantes chineses de maior nomeada viessem a canibalizar o mercado Apple. Não quer dizer que não se estejam a vender (e estão), mas enquanto não tiverem uma distribuição europeia digna de volume, não contam para as contas deste campeonato.

Em Setembro, como é quase já tradicional, teremos telefones Apple novos. E as certezas baseadas em simples constatações e fugas de informação (que fariam Steve Jobs espernear, estou certo), mostram que os OLED serão utilizados nos topos de gama (precinhos “upa upa”) mas que é na verdade bem razoável a utilização de LCD num modelo supostamente mais barato. Eu continuo extremamente céptico em relação ao já famoso “budget” iPhone que a Apple um dia poderia construir. Mas a Apple não é mais a mesma…

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