Google vai fechar a rede social Google+

Na origem desta decisão está uma quebra de segurança que afectou mais de 500000 contas.
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Numa publicação no seu blogue oficial, a Google anunciou que vai encerrar a versão para consumidores da sua rede social Google+ nos próximos 10 meses. Esta decisão foi tomada pela administração da empresa depois de ter descoberto um problema de segurança que expôs dados pessoais de muitos utilizadores. A falha em questão foi remediada em Março deste ano.

Segundo a Google, a rede social Google+ tem pouca procura e 90 por cento das sessões de utilização dura, em média, menos de cinco segundos. Mesmo assim a empresa planeia manter o serviço a funcionar para utilizadores empresariais que o utiulizam para comunicar entre si dentro das organizações. Em breve até serão anunciadas novas funcionalidades para estes utilizadores. A Google indica que o foco estará agora na criação de uma “rede social empresarial segura”.

Para além do anuncio do fecho da rede Google+, a empresa anunciou novos ajustamentos nas funcionalidades de privacidade para outros serviços. Serão feitas alterações aos APi (Application Programming Interface), que servem para limitar o acesso dos programadores a dados guardados no sistema operativo móvel Android e no serviço de email Gmail. As aplicações já não poderão obter permissões para aceder a dados nos registos de chamadas e mensagens SMS em dispositivo Android e os dados de interacção dos contacto já não vai estar disponíveis através da API de contactos do Android.

No que respeita às alterações no serviço de email Gmail, o ‘User Data Policy’ para os utilizadores não empresariais foi alterado. Isto vai limitar a quantidade de aplicações que podem utilizar o serviço e também o âmbito do seu acesso aos dados dos utilizadores. Segundo Ben Smith, um dos responsáveis pela engenharia da Google: “Apenas aplicações ligadas directamente a email, como clientes de email, aplicações para fazer cópias de sgurança e serviços de produtividade (por exemplo, CRM), vão ter autorização para aceder a estes dados.”

Quem quiser desenvolver uma aplicação que implique aceder a estes dados vai ter de se sujeitar a verificações de segurança e concordar com as nova regras de utilização de dados que implicam, por exemplo, a impossibilidade de transferir ou vender dados de utilizadores para publicidade direccionada, análises de mercado, seguimento de campanhas de email ou outras utilização que não estão ligadas directamente à gestão de email.

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Sou director da PCGuia há alguns anos e gosto de tecnologia em todas as suas formas. Estou neste mundo muito por culpa da minha curiosidade quase insaciável e por ser um fã de ficção científica.
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