Qualcomm quer transformar smartwatches com novo processador

A terceira geração de chips para wearables da Qualcomm promete mais desempenho e vida de bateria entre cargas.
Snapdragon3100

A Qualcomm acaba de lançar um novo processador para wearables, como os relógios inteligentes (também conhecidos como smartwatches), denominado Snapdragon 3100 que é uma evolução do Snapdragon 2100 que inclui melhorias para diversos tipos de utilizações deste tipo de hardware: moda, desporto e redução do consumo de energia.

O Snapdragon 3100 é baseado numa nova arquitectura de gestão de energia e inclui um processador A7 mais rápido, para quando o utilizador está a usar activamente o dispositivo e um segundo processador de baixo consumo, leia-se “baixa capacidade de processamento”, para quando o utilizador não está a fazer nada com o dispositivo. Segundo a Qualcomm, este segundo processador estará activo mais de 95% do tempo, visto que, segundo os estudos efectuados pela empresa, os dispositivos wearable só são utilizados por curtos períodos de tempo diariamente. O novo Snapdragon 3100 foi desenvolvido em colaboração coma Google para haver a certeza que o novo componente se integra perfeitamente com Wear OS, o sistema operativo para wearables da empresa de Mountainview.

Também segundo a Qualcomm, o novo chip vai permitir uma melhor experiência de utilização dos dispositivos, melhor conectividade, mais vida de bateria e carregamento mais rápidos.

O primeiro modelo de relógio inteligente com este chip a chegar ao mercado será o Montblanc Summit 2, que estará à venda em Outubro. Mas outros fabricantes também anunciaram produtos com esta plataforma de hardware, como a Louis Vuitton e o Grupo Fossil que fabrica vários modelos de relógios de marcas como a Emporio Armani, e Michael Kors.

Por ser mais poupado no consumo de energia, o novo chip vai permitir aos utilizadores manterem os ecrãs seus dispositivos ligados continuamente com imagens de mostradores de relógios, o que faz com que os wearables se pareçam mais com relógio mecânicos. Para completar a ilusão, o novo processador também permite imagens em movimento e uma deslocação mais realista dos ponteiros.

A Qualcomm afirma que as optimizações ao consumo de energia no Snapdragon 3100 fazem com que o novo chip consuma menos 67% de energia no modo de repouso, menos 49% quando se está a utilizar o GPS, menos 35% nas actualizações da imagem dos mostrador do relógio, menos 34% na reprodução de áudio MP3 e menos 13% nas buscas por voz. Em comparação com Snapdragon 2100 da geração anterior. Estes valores vão traduzir-se na possibilidade de apenas se carregar a bateria do relógio a cada dia e meio. Se for poupado, este valor pode subir para dois dias e meio.

Se mantiver o relógio sempre em modo de poupança de energia, a bateria deve durar cerca de uma semana antes de precisar de ser carregada. A Qualcomm afirma que, com a bateria carregada ao máximo, se o relógio estiver apenas em modo de relógio, ou seja: com todas as funções “inteligentes” desligadas, a bateria deve durar um mês. Isto é possível porque, neste modo, a interface de utilização do WearOS está e desligada apenas o processador de baixo consumo está activo.

Segundo a Qualcomm, quando um smartwatch actual é utilizado para desporto, como GPS e o sensor de batimentos cardíacos activados, a bateria dura entre 4 e 5 horas. Com o Snapdragon 3100 este valor sobe para 15 horas quando o relógio é utilizado nas mesmas condições.

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Sou director da PCGuia há alguns anos e gosto de tecnologia em todas as suas formas. Estou neste mundo muito por culpa da minha curiosidade quase insaciável e por ser um fã de ficção científica.
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