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A ler: Review – Microsoft Surface Book 2
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PCGuia > Reviews > Mobilidade > Review – Microsoft Surface Book 2
MobilidadeReviews

Review – Microsoft Surface Book 2

Pedro Tróia
Publicado em 9 de Agosto, 2018
Tempo de leitura: 8 min
Neste artigo
  • Ponto final
  • Ficha Técnica

Desde 2015 que andava mortinho para pôr as mãos neste computador. Isto porque, infelizmente, o Surface Book original nunca chegou a ser comercializado (oficialmente) em Portugal. Assim, três anos depois, finalmente consegui experimentar um. A versão que vai começar a ser comercializada este ano no País é a versão 2 deste computador 2-em-1 da Microsoft.

O Surface Book é um dispositivo que pode ser usado em modo portátil ou em modo tablet. O tablet Surface, à venda em Portugal há anos, também pode, mas não é a mesma coisa porque o teclado do Surface Book é igual ao de um computador a sério e não aquela capa de tecido com teclas. Mas, no novo Surface Book, o teclado é muito mais que isso.

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Dentro do chassis estão baterias extra, que dão muito jeito, como vai poder ver, e uma gráfica Nvidia GeForce 1050 com 2 GB de memória GDDR5 dedicada. Quando está a trabalhar como tablet só tem acesso ao GPU integrado no processador da Intel, muito mais modesto em termos de capacidades.

Quando insere o Surface Book no suporte do teclado, parece ter uma máquina completamente nova e diferente, muito mais disponível em termos gráficos. Dos lados do teclado estão as entradas USB (2 + 1 USB Type C) e o leitor de cartões SD. A entrada da fonte de alimentação é semelhante à dos tablets Surface.

O tablet do Surface Book tem apenas uma entrada jack para os auscultadores e as ranhuras que fazem a ligação ao teclado, a maior das quais também suporta a ligação da fonte de alimentação para carregar a bateria sem necessidade do teclado. Uma das coisas que mais gosto nos dispositivos Surface é a existência de uma entrada USB no transformador que serve para carregar outros dispositivos. Esta entrada também está presente no carregador do Surface Book.

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Os componentes principais do Surface Book estão dentro do tablet e incluem um processador Intel Core i7-8650U com quatro núcleos a funcionar numa gama de frequências que vai dos 1,9 ao 2,11 GHz. O processador é acompanhado por 16 GB de memória RAM, mas 1 TB de espaço de armazenagem em SSD.

O ecrã da unidade que a Microsoft enviou para teste tem 13 polegadas e oferece uma resolução nativa de 3000 x 2000. Existe também uma versão com ecrã de 15 polegadas com um pouco mais de resolução (3240 x 2160), que inclui também uma gráfica mais poderosa GeForce 1060 com 6 GB de memória gráfica dedicada.

O Surface Book usa um sistema original para prender o teclado ao tablet. É utilizado um material “com memória”, a que a Microsoft chamou ‘muscle wire lock’ – muda de forma e, depois, através de aquecimento, volta à forma original. Neste caso, quando se prime uma tecla especial no teclado do Surface Book, é passada corrente eléctrica através de um fio que faz com que contraia, o que liberta o tablet do teclado. Depois, se necessitar de voltar a usar o teclado, basta inserir o tablet outra vez na ranhura para que fique preso.

Além da inovação, este sistema é necessário devido á existência de uma gráfica no teclado que se fosse removida subitamente podia fazer com que as aplicações que a estão a usar nesse momento deixassem de funcionar e bloquear assim todo o sistema. Por isso, quando se prime a tecla, o sistema detecta as aplicações que estão a usar a placa gráfica e pede ao utilizador para as fechar antes de permitir a remoção do tablet.

O Surface Book é todo em magnésio e muitíssimo bem acabado. A Microsoft deu muita importância aos detalhes, mesmo os que não são aparentes, como por exemplo ter instalado um íman que serve para manter o computador fechado quando não está a ser utilizado. Isto não era, de todo, necessário, mas às vezes ouvir um clique quando se fecha faz diferença.

Em termos de desempenho, é uma máquina muito sólida tanto ao nível de produtividade pura, como de jogos. No entanto, em modo exclusivamente tablet, nota-se muito a falta que um GPU à séria faz. Por isso testei-a duas vezes: uma em modo computador portátil e ou em modo tablet e os resultados foram curiosos. Por exemplo, em modo tablet, a bateria dura praticamente um quarto do tempo que em modo portátil com as baterias-extra dentro do teclado.

Nos testes com o PCMark 10 em modo ‘Extended’, no tablet, que incluem mais componentes gráficas, também se notou muito a falta de fôlego do GPU da Intel integrado no processador.

Ponto final

Esta é uma máquina com duas personalidades: em modo de computador é um dos melhores que já passou pela PCGuia. Já em modo tablet não impressiona, sendo o seu principal ponto fraco a bateria. Mas não deixa de ser uma máquina muito agradável de usar. O ecrã é excelente e, se quiser gastar um pouco mais, pode também comprar a caneta opcional que lhe permite escrever directamente no ecrã. O preço não é muito convidativo, mas a qualidade paga-se.

+ Construção
+ É um tablet suficiente e um computador à séria.
– Preço

Modo Computador
Medições: 3,82
Experiência de utilização: 2
Preço: 2,7
Nota final: 9

Selo Reviews

Modo tablet
Medições: 2,72
Experiência de utilização: 2
Preço: 2,7
Nota final: 7

Distribuidor: Microsoft
Contacto: Microsoft.pt
Preço da versão testada: €3549 (preços começam nos €1799)

BENCHMARKS

PCMark 10 PCMark 10 Extended PCMark 8 Battery (Minutos) 3DMark Cloudgate
Surface Book 3904 3936 407 17208
Surface Book apenas tablet 3258 2333 122 7027

 

Ficha Técnica

Processador: Intel Core i7-8650U (quad-core)
Sistema operativo: Windows 10 Pro Creators Update 64-bit
Dimensões: 312 x 232 x 13-23 mm
Peso: 1534 gr
Armazenamento: 1 TB PCIe SSD
Ecrã: 13,5” (3000 x 2000)
Gráficos: Intel HD Graphics 620 e NVIDIA GeForce GTX 1050 com 2GB GDDR5
Memória RAM: 16 GB RAM 1866 Mhz LPDDR3
Ligações sem fios: Wi-Fi 802.11ac, Bluetooh 4.1 LE
Ligações físicas: 2 USB 3.0 Type A, 1 USB Type-C, leitor de cartões UHS-II SDXC, jack de 3,5 mm

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Etiquetas:MicrosoftMicrosoft Surface Book 2Surface
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