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A ler: Huawei P20 – A espera terminou. Terá valido a pena?
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PCGuia > Notícias > Mobilidade > Huawei P20 – A espera terminou. Terá valido a pena?
MobilidadeNotícias

Huawei P20 – A espera terminou. Terá valido a pena?

Gustavo Dias
Publicado em 27 de Março, 2018
Tempo de leitura: 12 min
Neste artigo
  • Processamento de topo
  • Câmaras inteligentes
  • Experimentação

Agora que a nova série de smartphones da família P foi revelada pela Huawei, em Paris, já podemos apresentar-lhe, com mais detalhe, a principal novidade deste equipamento, a câmara, mas não sem antes lhe falar dos equipamentos em si. Para tal fomos, a convite da Huawei Portugal, a um briefing dado por Arne Herkelmann, responsável pelo portfólio e planeamento de smartphones da Huawei na Europa, que decorreu no início do mês de Março, no Palácio Somerset House, em Londres.

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Depois do breve briefing, foi possível experimentarmos os três novos equipamentos da série P, o P20, P20 Lite e P20 Pro. Visualmente são todos semelhantes, diferenciando-se entre si pelo ecrã usado, um ecrã LCD de 5,8 polegadas para o P20 e P20 Lite e AMOLED de 6,1 polegadas para o P20 Pro, na colocação do sensor de impressões digitais (traseira no caso do P20 Lite) e pelo número de sensores de imagem, mas já falaremos sobre isso mais à frente.

Recorrendo a uma estrutura metálica, os painéis frontais e traseiros recorrem painéis de vidro curvo resistente, seguindo assim as últimas tendências de mercado. À semelhança do Mate 10, também o P20 terá certificação IP67 (à prova de água e poeiras), mas só na versão Pro.

E por falar em tendências, não poderíamos deixar passar em branco o facto de a Huawei ter optado pela utilização do famoso notch, ou entalhe no topo do ecrã, tendo este como propósito permitir alojar o altifalante, sensor de imagem frontal e sensores de luminosidade e proximidade, situação essa que, felizmente, permitiu reduzir ao mínimo possível esse entalhe no ecrã.

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Processamento de topo

Tanto o P20 como o P20 Pro estão equipados com o já conhecido SoC HiSilicon Kirin 970, composto por um processador Octa-Core com quatro núcleos Cortex-A73 a 2,4GHz e quatro núcleos Cortex-A53 a 1,8GHz. Igualmente presente está o já conhecido co-processador de inteligência artificial, designado de NPU (Neural Processing Unit), que desempenha no P20 um papel fundamental para o diferenciar de qualquer outro smartphone do mercado. Bem mais do que no Huawei Mate 10 Pro, equipamento onde o mesmo foi revelado. Dentro do SoC Kirin 970, encontra-se presente um GPU Mali-G72 MP12 que, tal como descobrimos no já referido Mate 10 Pro, oferece até 50% de maior desempenho que o anterior Mali-G71, presente no SoC Kirin 960, que equipava o Huawei P10 e Mate 9.

No caso do P20 Lite, como seria de prever, encontrámos um SoC de gama média, o HiSilicon Kirin 659, equipado com CPU Octa-Core de quatro núcleos de 2,36GHz e quatro núcleos de 1,7GHz, ambos Cortex-A53, e um GPU Mali-T830 MP2. No que toca às restantes características técnicas, o P20 Lite incluirá 4GB de memória RAM e 64GB de armazenamento, estando o P20 disponível tanto com 4GB de RAM e 64GB de armazenamento, como 6GB de RAM e 128GB de armazenamento, combinação esta que será a única disponível no P20 Pro. Todos os equipamentos podem expandir o seu espaço de armazenamento através do recurso a um cartão MicroSD. Em termos de bateria, encontrará 3000 mAh no P20 Lite, 3400 mAh no P20 e 4000 mAh no P20 Pro.

Câmaras inteligentes

Onde a nova família de smartphones P20 se diferenciará das anteriores será na aplicação dos algoritmos de inteligência artificial, provenientes do NPU no processamento de imagem dos dois modelos de topo, o P20 e P20 Pro. Esta funcionalidade adicional permitirá não só simplificar o processo de captação da imagem, através do ajuste automático das definições da imagem (como exposição, balanceamento de brancos, entre outros), como após a captação, no momento do processamento da imagem captada. Esta última funcionalidade foi perfeitamente demonstrada nos cenários de teste criados, para que pudéssemos comprovar as novas capacidades das câmaras do P20 e P20 Pro.

Em termos de características técnicas, o P20 Lite utiliza uma solução já encontrada em outros terminais de gama média, como o P Smart e Mate 10 Lite, com duplo sensor traseiro composto por um sensor principal de 16 megapixéis e abertura f/2.2, acompanhado por um sensor secundário de apenas 2MP, que tem como função ajudar na criação do efeito de Bokeh, ou seja, desfocar o fundo da imagem, tal como é possível fazer com uma câmara fotográfica. No P20 a solução usada é semelhante à do Mate 10 Pro, com um sensor principal de 12 MP RGB com estabilização de imagem óptico e abertura f/1.7, tal como o sensor secundário monocromático de 20 MP. Já o P20 Pro oferece uma solução bastante diferente.

Trata-se do primeiro smartphone do mercado a utiliza três sensores de imagem traseiros, sendo este composto pelo já conhecido sensor monocromático de 20MP, um sensor adicional de 8MP telefoto, e um sensor principal RGB de 40 megapixéis com abertura f/1.6. Este sensor utiliza a tecnologia Light Fusion, que permite condensar a informação captada por 4 píxeis de imagens para um só píxel de imagem, garantindo assim um melhor aproveitamento de detalhes e texturas que serão usados na imagem final. A tudo isto junta-se o facto de a Huawei recorrer a vidro desenvolvido e aprovado pela Leica nas objectivas, em vez das tradicionais objectivas em plástico ou vidro simples de qualquer outro smartphone.

Por usar uma resolução tão elevada, é possível criar um efeito de Zoom óptico de 3x, utilizando apenas o sensor principal, sendo necessário reduzir a resolução para os 12 MP. Recorrendo ao já referido sensor telefoto de 8MP, é possível ampliar esse valor para um Zoom híbrido de 5x. É por esta razão que a Huawei anuncia que o P20 Pro tenha descrito no painel traseiro que conta com objectivas Leica Zoom Vario-Summilux-H 1:1.6-2.4/27-80 ASPH, como se de uma câmara fotográfica profissional se tratasse.

Experimentação

Para garantir que todas estas capacidades sejam aproveitadas na vida real, a Huawei tira total partido das capacidades de processamento da unidade NPU do processador Kirin 960, bem como de um sistema de focagem automático muito eficaz, recorrendo à tecnologia 4D Predictive Focus, solução similar à utilizada pela Sony nas suas máquinas fotográficas profissionais. Para comprovarmos as excepcionais capacidades deste smartphone, a Huawei criou vários cenários onde pudemos comparar os resultados dos nossos smartphones (utilizamos um Huawei Mate 10 Porsche Design e um Samsung Galaxy S9 Plus). No cenário do Zoom de 5x, composto por uma espécie de funil com balões metalizados e um conjunto de letras ao fundo de efeito similar a um teste de oftalmologia, P20 Pro conseguiu reunir as informações do sensor telefoto de 8MP com o de 40MP, criando uma imagem de alta resolução, cheia de detalhe, com 10MP.

Fotografia tirada com Huawei Mate 10 Pro
Huawei P20 Pro a tirar partido do Zoom 5x
Fotografia com Zoom 5x no Huawei P20 Pro

Igualmente impressionante foi o cenário de captação de imagens em baixa luminosidade, onde o recurso ao módulo de inteligência artificial se revelou como fundamental. Para tal utilizámos duas definições da câmara, o modo automático, que conseguiu captar alguma luz num cenário composto por uma silhueta de Paris, mas foi no modo nocturno que o P20 Pro brilhou. Aqui, o módulo de inteligência artificial consegue captar imagens de exposição longa, que podem durar até 8 segundos, fazendo de seguida a ligação entre as mesmas, eliminando por completo o ruído e possível desfoque. Além do resultado ter impressionado, ficámos surpreendidos também pelo facto de já não ser preciso o recurso a um apoio ou a um tripé para garantir imagens perfeitas com longa exposição.

Huawei Mate 10 Pro a fotografar o P20 Pro durante a captação em modo nocturno
Fotografia em modo automático no Huawei P20 Pro
Fotografia em modo nocturno no Huawei P20 Pro

Por fim tivemos acesso a um cenário de câmara lenta, aproveitando assim o facto de o sensor principal do P20 Pro conseguir captar vídeo em modo Super Slow Motion. Este, à semelhança do modo usado pelo Samsung Galaxy S9 e S9 Plus, capta o vídeo a uma resolução HD (720p), mas tem em contrapartida a capacidade de captar com menos ruído e mais detalhe que o smartphone rival Coreano em situações com fraca luminosidade. Onde perde face ao Galaxy S9 é no processo de captação, pois não existe solução para simplificar a activação do modo Super Slow Motion, obrigando-nos a adivinhar o momento que queremos captar a 960 imagens por segundo.

Depois de tudo isto é impossível não ficarmos fascinados com as capacidades das câmaras dos novos Huawei P20, em especial do P20 Pro, ficando aqui o nosso desejo expresso de podermos comprovar estas capacidades em condições reais do dia-a-dia, quando obtivermos uma unidade para testes. Relativamente a preços, os novos Huawei P20 já estão disponíveis, a partir de hoje, no mercado nacional, por 399 euros para o Huawei P20 Lite, 699 euros para o Huawei P20 (versão de 4GB RAM e 64GB) e 899 euros para o Huawei P20 Pro.

Tivemos durante cerca de uma hora vários Huawei P20 Pro para testar as capacidades das novas câmaras
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