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A ler: Mentalistas artificiais
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O Que Vem à RedeOpinião

Mentalistas artificiais

Alexandre Gamela
Publicado em 19 de Fevereiro, 2018
Tempo de leitura: 2 min
Altered Carbon

Um grupo de cientistas japoneses desenvolveu uma rede neural que consegue ler os nossos pensamentos. Não atirem já os vossos dispositivos electrónicos pela janela fora, não é bem “ler”, é mais ver. Não melhorou muito, mas vamos analisar a situação com calma.

O que os cientistas conseguiram foi fazer com que uma inteligência artificial (IA) conseguisse reproduzir padrões naturais (como imagens de pássaros) ou artificiais (formas geométricas ou letras) baseando-se na descodificação da actividade visual cortical. Trocado por miúdos, uma imagem é processada no cérebro, gerando um sinal que é traduzido pela IA num monte de manchas que se assemelham ao que foi visto. Por vezes parecem mais borrões de Rorschach, mas há resultados impressionantes.

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Juntem essa análise ao arquivo gigantesco que ajudámos os algoritmos a criar com a Internet e, em breve, será provável que hajam imagens em alta resolução geradas por computador do que está à frente dos nossos olhos. Ou uma reprodução bastante fiel disso.

Portanto, não lêem pensamentos, apenas recriam o que vemos. Podem ficar menos nervosos.

E serve para quê? Para fazer máquinas iguais às do Até ao Fim do Mundo e do Strange Days (eu refiro muito estes filmes porque são muito bons): para gravar memórias e passá-las a outros, para gravar sonhos. O polígrafo parece uma diversão de feira ao pé disto. Para recriar o que apenas existe na nossa imaginação, o que não é necessariamente bom.

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A parte visual já está; a seguir virão os restantes processos cognitivos e de raciocínio. Depois, como no Altered Carbon, poderemos guardar a consciência. No fim, será a máquina e não um sacerdote a provar que temos uma alma.

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Etiquetas:Altered CarbonAté ao fim do mundointeligência artificialpensamentosrede neuralRorschachStrange Days
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