Como a tecnologia pode ajudá-lo a exercitar sua inteligência

Uma vez Albert Einstein disse que os seres humanos sempre buscam ganhar inteligência e que isso pode vir de incontáveis formas, como um processo contínuo na vida em sociedade.
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Nada substitui bons livros e universidades para chegar ao seu objectivo e continuar a ganhar inteligência, mas a tecnologia, através de aparelhos e funcionalidades da rotina, pode ser importante para exercitar o seu cérebro e capacitá-lo a absorver mais conhecimento.

Está comprovado pela ciência que aprender outros idiomas é uma forma óptima de exercitar o cérebro e as aplicações dos smartphones são muito úteis nisso. Com maior número de downloads na Google Play entre as aplicações desse sector, o Duolinguo é o mais recomendado, pois ele dá a possibilidade de aprender espanhol, alemão, inglês, francês e outros idiomas com tarefas e lições complexas.

Além do Duolinguo e das aplicações que ajudam a aprender outros idiomas, na Google Play há várias aplicações úteis para o cérebro, como Neuronation, Fit Brains Trainer e Peak. Todos são apps populares que prometem trabalhar o raciocínio e concentração através de novos desafios muito complexos.

“O cérebro é como um músculo do corpo que precisa de exercícios para ficar mais forte, por meio de desafios com níveis de dificuldades cada vez maiores para que os resultados apareçam gradativamente”, afirma Geomacel Carvalho, especialista em ginástica para o cérebro.

O futuro é optimista quanto aos smartphones e a capacidade deles de nos ajudar. É o que diz Tom Gruber, um dos criadores da Siri, assistente virtual do iPhone. Ele afirma que essa tecnologia vai nos ajudar a ter uma memória melhor. “A inteligência artificial poderá ser um activo importante, em especial, para ampliar nossa capacidade de memorização”, afirma Gruber.

Actualmente, 93% da população portuguesa tem perfil no Facebook e a quantidade de informação gerada nessa rede social é gigantesca. O mesmo acontece em outras redes sociais, como no Twitter, em que novos tweets e mensagens aparecem a cada segundo. Para Geomacel, isso é bom para o nosso cérebro, pois o uso da internet nos ajuda a lidar com mais informação em menos tempo.

“Assim, o cérebro irá priorizar o mecanismo que dá acesso às informações (como a agenda), e o que chamamos de memória de curto prazo ficará livre para outros afazeres”, explica Geomacel.

No sector tradicional de jogos, o entretenimento é uma óptima forma de exercitar o cérebro e essa área está a ganhar vida no mundo digital. Alguns complexos como o xadrez e o poker, que comprovadamente são benéficos para a mente, estão com versões online e mobile, a tornar ainda mais fácil seu acesso e a aumentar o número de jogadores no mundo. Avanços como estes podem ser vistos em diversas áreas de entretenimento, como, por exemplo, no surgimento das versões online de casinos, conhecidos desde o século XV.

Em tecnologia avançada, os videojogos ganham destaque e são um aliado na inteligência humana. Em 2009, uma pesquisa feita pela universidade de Rochester, nos Estados Unidos, concluiu que as pessoas que jogam títulos de ação tendem a desenvolver maior percepção do contraste das imagens, e isso traduz-se para leitura e pilotagem de veículos, por exemplo.

A revista “Computer in Human Behavior” afirma que pessoas que jogam muitos games tornam-se mais criativas do que o resto da população pelo facto de que jogar ajuda o cérebro a resolver problemas, encontrar soluções inesperadas e lidar com a incerteza.

Claro que tudo em excesso é prejudicial, e o cérebro, como um músculo, precisa de descanso. Portanto, usar a tecnologia sem exagero ao seu favor e aproveitar os seus recursos para exercitar o cérebro é algo que está ao alcance da maioria.

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