Review – Asus Transformer Mini T102

Com apenas 10,1 polegadas a fórmula não funciona: é uma dor de cabeça usar o Windows 10 em modo tablet com o dedo....
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Na edição de Abril de 2016 da PCGuia, tive a oportunidade de escrever sobre um Surface 4. Na altura conclui que a aventura tinha sido agridoce: apesar de ter tido uma boa experiência, disse que o sistema operativo Windows 10 não está preparado para ser usado em simultâneo em modo tablet e em modo PC.

Mas se isto no Surface 4 até era disfarçado pelo tamanho do ecrã (12,3”), neste Transformer Mini da Asus torna-se mais complicado. Com apenas 10,1 polegadas a fórmula não funciona: é uma dor de cabeça usar o Windows 10 em modo tablet com o dedo. No entanto, há uma coisa muito boa no display deste ‘híbrido-convertível-tablet’: o brilho, de 400 cd/m2 garante que mesmo com um sol forte, vamos conseguir ver o ecrã com bastante clareza.

Frágil, sinto-me frágil…
Este tipo de conceito, os Surface ‘look-a-likes’, começam a aparecer no mercado com alguma insistência, com a cópia de quase tudo o que a máquina da Microsoft tem: o teclado “cola-se” à base do tablet através de ímanes e na parte de trás há um apoio em plástico que garante um ângulo de visualização até 170 graus. Em particular, este do Transformer Mini T102 é bastante frágil, o que me transmitiu uma sensação de insegurança, quando não o estava a usar sobre uma mesa.

Autonomia alargada
Menos de 400 euros por um equipamento assim não deixa de poder ser atractivo para muita gente. Uma vez que tem Windows 10, pode usar quase todas as aplicações que seria normal encontrar no desktop. Contudo, não pense que vai poder entrar em grandes aventuras, pois o sistema é algo limitado. Para termos uma ideia, é o computador do género que teve o pior desempenho nos benchmarks: teve apenas 2,41, quando o máximo é 5. Porém, na autonomia, passa-se exactamente o contrário e, com 405 minutos, entra no Top 5 de 2016. Ainda assim, as 6:45 horas dadas pelo PCMark 8 ficam muito aquém do máximo prometido pela Asus: 11.

A traição do teclado
Em termos de design, não há nada de especial que consiga apontar: é uma máquina que passa completamente despercebida no meio de tantas outras, com um bloco monótono e sem carisma. O teclado, destacável, também não me convenceu: as teclas são demasiado pequenas e escrever rápido será difícil, por mais destreza que tenha. Assim, este elemento acaba por trair a experiência com o Transformer Mini. Nas antípodas, está o touchpad – apesar de muito pequeno, acaba por ser preciso e agradável ao toque, algo que nem sempre acontece nestas soluções.

TABELA DE BENCHMARKS:

PCMark 8 Work: 1511

PCMark 8 Home: 1251

3D Mark Cloudgate: 1512

Autonomia: 405 minutos

Categorias
Mobilidade

Jornalista de tecnologias desde 2005, tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil. Gosta de carros rápidos e de hotéis caros. Não tem um helicóptero porque decidiu gastar o prémio do último Euromilhões no desenvolvimento de um smartphone de marca própria.
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