Edição 2018 do European Commission eGovernment Benchmark revela que 3 em cada 5 serviços públicos já estão online

O estudo revela que o sector público europeu continua a aumentar a sua oferta de serviços online.
eGovernment-Benchmark-2017

A edição de 2017 do estudo Benchmark Measurement of European eGovernment Services da Comissão Europeia, realizado pela Capgemini em parceria com outras empresas, tem como objectivo apurar o estado actual da transformação digital da administração pública nos vários países europeus e o seu nível de avanço face aos objectivos traçados neste âmbito.

Este ano o eGovernment Benchmark, que analisou mais de 10 mil websites nos países que constituem a EU + 28, avaliou a quantidade e a qualidade dos serviços digitais em quatro áreas da vida dos cidadãos: iniciar um negócio; perder e procurar emprego; estudar; e vida familiar.

O estudo revela que o sector público europeu continua a aumentar a sua oferta de serviços online. Apesar disso, torna-se necessária a adopção de medidas qualitativas (por exemplo, uma maior transparência nos procedimentos de tramitação e no pré-preenchimento automático dos formulários online com dados pessoais) para melhorar a experiência geral dos serviços públicos digitais.

Em linhas gerais, «as iniciativas da administração pública electrónica na Europa estão a avançar a um bom ritmo e na direcção certa», e um exemplo disso são os progressos que se fizeram na área da mobilidade: actualmente os utilizadores podem aceder através dos seus telemóveis a mais de metade (54%) dos serviços públicos online (27% em 2015).

O foco no cliente dos serviços públicos electrónicos na Europa alcançou os cerca de 85% em 2017, valor que «indicia um nível de maturidade significativo no que concerne à disponibilização dos serviços públicos online e à possibilidade de interacção entre os cidadãos e as administrações públicas». Também aumentou ligeiramente a mobilidade transfronteiriça.

A implementação alargada da directiva eIDAS irá dar um novo impulso ao acesso dos cidadãos da UE à informação e aos serviços quando estes iniciam um negócio ou vão estudar para o estrangeiro.

Em relação à transparência, as autoridades públicas devem actualizar-se no que diz respeito à divulgação da informação e ao processo de prestação dos serviços, às suas responsabilidades e actuações, bem como à utilização dos dados pessoais.

No âmbito da utilização das condições tecnológicas (como, por exemplo, os mecanismos de acesso, a identificação electrónica eID e as Fontes Autenticadas), e além da transparência, «há ainda um longo caminho a percorrer».

Registam-se melhorias face a 2016 no que concerne à disponibilidade de cada um destes mecanismos, mas o avanço é, por enquanto, modesto face ao período de dois anos de comparações.

Por exemplo, a utilização da identificação electrónica era possível apenas em 1 entre cada 2 serviços públicos europeus (52%); o preenchimento prévio dos formulários online com dados que o Estado já possui sobre os cidadãos mantém-se nos 47%.

As conclusões da edição deste ano do estudo revelam a materialização crescente da visão do Mercado Único Digital. A clivagem entre a prestação dos serviços destinados a utilizadores nacionais e a estrangeiros está a diminuir, e três em cada cinco (60%) serviços online já estão agora disponíveis para os utilizadores de vários países.

O nível de usabilidade dos serviços transfronteiriços também melhorou (situando-se em 78%). Estes dados demonstram que os cidadãos e as empresas podem aceder a funcionalidades electrónicas avançadas de ajuda, suporte e reclamações.

Via Capgemini.

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