Microsoft vai voltar a investir em títulos para próprios para XBox One

Numa entrevista à Bloomberg, Phil Spencer disse que a empresa vai renovar o foco no software e serviços para a XBox One.
XBox One X

Quando a XBox One foi lançada, não era para ser uma simples consola de jogos, a ideia era ser o centro de entretenimento para uma grande gama de conteúdos, incluindo TV e streaming. Ao mesmo tempo, a Sony, quando lançou a PS4, focou-se apenas no desenvolvimento de jogos. A política inicial da Microsoft não foi bem-sucedida e a empresa alterou o seu caminho, afastando-se dos planos iniciais. No entanto, mesmo assim, a XBox, fora dos Estados Unidos, não conseguiu fazer frente à dominância do produto da concorrente japonesa no mercado dos videojogos. Desde o lançamento a situação agravou-se e a Microsoft desinvestiu no apoio a títulos exclusivos para XBox. Tanto de produção própria, como de terceiros. Uma prova disto foi o fecho de vários estúdios que estavam na sua órbita, como o inglês Lionhead, de Peter Moulineux, ou do dinamarquês Press Play.

Um outro problema, ligado a este, que é específico de mercados pequenos, como o nosso, é a incapacidade de investir na localização, pelo menos, dos títulos sobreviventes de marca própria. Nosso caso, para o português. Tanto no que respeita ao texto, como no que respeita ao voice acting. Coisa que a Sony faz há já muito tempo. Geralmente a opção tem sido em apostar no português do Brasil, o que em Portugal não é muito bem recebido por questões principalmente de vocabulário. A promoção da própria consola fora dos Estados Unidos é também muitíssimo deficiente e está ligada directamente às vendas em cada mercado específico, logo: quem vende menos consolas, recebe menos para as promover e assim tentar potenciar as vendas, o que não é de todo uma opção inteligente.






A Playstation 4 tinha uma outra vantagem para a XBox One original: o desempenho. A capacidade de processamento da consola japonesa era realmente maior do que a da Xbox One. Mas, com o lançamento da XBox One X, o caso mudou completamente de figura. Pelo menos no papel, as capacidades da nova consola da Microsoft estão a anos luz das da PS4, mesmo da Pro. Mas como Phil Spencer já percebeu, pode ter-se o melhor hardware do universo, mas, sem software, não passa de um pisa-papéis mais ou menos caro.

Por isso, na entrevista que, o chefe da divisão XBox da Microsoft, Phil Spencer, deu à Bloomberg há dois dias, aquando do lançamento da XBox One X, disse que a empresa irá aumentar o investimento no desenvolvimento de novos títulos exclusivos de marca própria, através da criação de novos estúdios e também através da compra de estúdios já estabelecidos para desenvolver software para XBox. Mas não é tudo: a área de serviços também irá ser renovada, com o desenvolvimento de um serviço próprio de streaming de jogos que estará a funcionar nos próximos três anos.

Esta não é a primeira vez que a Microsoft quer entrar no mercado do streaming de jogos. A empresa considerou a compra da OnLive, que acabou nas mãos da Sony. Em 2013 testou internamente uma versão de Halo 4 em streaming. Estes planos foram adiados devido a problemas de qualidade e de custos, mas agora com a infra-estrutura de cloud Azure a funcionar em velocidade de cruzeiro a viabilidade de um serviço destes pode já estar garantida.

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Sou director da PCGuia há alguns anos e gosto de tecnologia em todas as suas formas. Estou neste mundo muito por culpa da minha curiosidade quase insaciável e por ser um fã de ficção científica.
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