Hackers aproveitam-se do WannaCry para roubar informações de utilizadores

Os hackers implementaram, com sucesso, um esquema tradicional de ofertas fraudulentas para instalar actualizações de software em computadores infectados.
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O ataque do ransomware WannaCry afectou mais de 200 mil computadores em todo o mundo, resultando no pânico geral e em hackers a tirar proveito da situação quase de forma instantânea.

Os investigadores detectaram um grande número de mensagens de oferta de serviços como protecção contra ataques WannaCry, recuperação de dados e, ainda, workshops institucionais e cursos para utilizadores.

Além disso, os hackers implementaram, com sucesso, um esquema tradicional de ofertas fraudulentas para instalar actualizações de software em computadores infectados. No entanto, os links direccionavam os utilizadores para páginas de phishing, onde as informações pessoais das vítimas seriam roubadas.

Uma das principais tendências do último trimestre é o número de mailings direccionados para redes corporativas. Com base na investigação da Kaspersky Lab, estes aumentaram desde o início do ano.

Os hackers começaram por camuflar mailings maliciosos como conversas corporativas ao utilizar as identificações de serviços corporativos, incluindo assinaturas, logos e informações bancárias reais.

Nos ficheiros anexados aos e-mails, os hackers enviaram arquivos de exploração com o objectivo de obter as palavras-passe de e-mails, FTP, entre outras. Os especialistas da Kaspersky Lab destacaram que a maior parte dos ataques ao sector corporativo tem objectivos financeiros.

Além disso, no segundo trimestre do ano, os investigadores detectaram um crescimento no número de mailings que contêm Trojans maliciosos, enviados a partir de serviços de entrega internacionais.

Os hackers enviaram guias de transporte com informações de entregas que nunca existiram com o objectivo de infectar computadores ou obter credenciais pessoais e distribuíram links com malware, incluindo o Emotet, um Trojan bancário. No total, o volume de mailings maliciosos aumentou 17%, de acordo com o novo relatório da Kaspersky Lab.

A quantidade média de spam aumentou 56,97% no trimestre passado. O Vietname tornou-se na fonte mais comum de spam, ultrapassando os Estados Unidos e a China. O top 10 de países inclui a Rússia, o Brasil, a França, o Irão e a Holanda.

O botnet Necurs ainda se encontra activo. No entanto, os especialistas detectaram não só a sua instabilidade bem como uma diminuição no volume de spam enviado pelo botnet.

Tal como no primeiro trimestre, os alvos principais de ataques de phishing foram do sector bancário: bancos, serviços de pagamento e lojas online.

A Kaspersky Lab recomenda aos utilizadores privados a instalação de soluções de segurança para detectar e bloquear ataques de spam e phishing.

É dada a recomendação às empresas para a utilização de soluções de segurança com funcionalidades especificamente dedicadas a anexos maliciosos e spam.

Via Kaspersky Lab.

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