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Microsoft admite desligar soluções antivírus de terceiros no Windows 10

Windows Defender

Semanas depois dos ataques do ransomware WannaCry e da queixa de abuso de posição dominante apresentada pela Kaspersky nas instâncias europeias, nas quais a empresa russa alega que a Microsoft desliga alguns dos seus programas antivírus no Windows 10 apenas para promover o seu próprio programa de segurança, Windows Defender, Rob Lefferts, um dos directores de “enterprise and security” da divisão de desenvolvimento do Windows defende a Microsoft num extenso artigo publicado no blog da empresa.

No artigo Lefferts não nomeia ninguém, muito menos a Kaspersky, mas defende a inclusão do Windows Defender no sistema operativo por defeito para que os clientes da plataforma estejam sempre protegidos contra ameaças online e offline.

Prossegue para explicar a lógica da Microsoft desligar programas antivírus de terceiros no seu sistema operativo. Segundo ele, o que os levou a desligar alguns programas de segurança prendeu-se com problemas de compatibilidade com a última actualização “Creators Update” do Windows 10. Todas a versões antigas que não fossem compatíveis na totalidade com o novo Windows foram desligadas automaticamente e o Windows Defender será usado em vez delas. Assim que seja instalada uma solução antivírus mais recente ou compatível, o Windows Defender é desligado automaticamente.

Outra acusação que a Kaspersky faz à Microsoft é a de não ter tido tempo suficiente para testar as últimas versões do Windows 10 para se assegurar de que os seus produtos são compatíveis. Essa acusação é rebatida por Lefferts no artigo. Segundo ele, todas as actualizações do Windows 10 são trabalhadas em conjunto com os parceiros que desenvolvem produtos para a plataforma, incluindo os fabricantes de antivírus e que o programa de desenvolvimento Windows Insider até dá mais detalhes aos programadores sobre o funcionamento do sistema operativo que nunca.

Segundo uma notícia do site The Verge, a Microsoft irá negociar directamente com a Kaspersky para chegar a um acordo antes que o processo interposto por esta última na União Europeia avance.

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