Rali de Portugal sob o olhar de falcão do DJI Inspire 2

Estivemos no primeiro dia de Rali de Portugal 2017 para ver a equipa da DJI fazer voos rasantes, com imagens incríveis, aos carros do WRC e, claro, tomar o...
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Estivemos no primeiro dia de Rali de Portugal 2017 para ver a equipa da DJI fazer voos rasantes, com imagens incríveis, aos carros do WRC e, claro, tomar o gosto ao profissional e ágil drone Inspire 2. Veja os vídeos.

O Rali de Portugal celebra 50 anos de provas, mas algumas das imagens mais espetaculares do evento de 2017 vêm dos “pequenos ‘helicópteros’ sem ninguém lá dentro”. Foi assim que um dos milhares de entusiastas dos ralis que foi ao Shakedown, em Baldar, nos descrevia os drones da DJI, que se aproximam bem perto dos carros do mundial de ralis, WRC.

Foi lá que pudemos conhecer, de perto, o mais recente – e completo – drone da empresa chinesa DJI. O Inspire 2 é um produto a pensar nos profissionais e, neste caso, vinha com os extras importantes na hora de procurar o máximo de qualidade para contribuir para os vídeos incríveis das várias provas do rali – só há um senão, atira o preço para os 10 mil euros.

DJI Cima

Em Baldar acompanhámos uma das três equipas da DJI no local, que durante todo o fim de semana iam estar de serviço para contribuir para os vídeos que depois eram divulgados para televisões de 150 países diferentes e dezenas de sites e canais online.

Um comanda, outro filma

O Inspire 2 utilizado era operado por piloto e operador da Gimbal e tem o que já é considerado normal num drone da DJI, a tecnologia que junta a transmissão de vídeo, sem atrasos, ao sinal de rádio com que podemos controlar o drone – ambos são fulcrais quando se quer controlar com precisão e a escassos centímetros dos carros WRC, o Inspire 2. É mesmo possível fazer transmissões em direto e em HD.

Para ajudar o drone a evitar obstáculos, há câmaras e sensores (ultrassons e infravermelhos) no Inspire 2 pensadas para esta função, que permitem diminuir o risco em voos mais arrojados, como os de um rali, evitando postes, árvores e os próprios carros do WRC.

A câmara fixa à frente dá a primeira visão do aparelho e ajuda o piloto a não perder ‘o norte’ à posição do drone. Como a câmara principal, dedicada à imagem e colocada no Gimbal, permite rodar 360 graus, seria mais fácil perder a orientação se o piloto também usasse a mesma câmara ou se só houvesse uma pessoa a operar o drone.

No campo específico das câmaras para gravação profissional, existem duas com estabilizador de três eixos, o chamado Gimbal (que dá uma estabilidade notável), disponibilizadas pela DJI e todas já com qualidade de exceção: com sensor 1”/4K há a Zenmuse X4S e com capacidade de gravar vídeo em 5,2K, a Zenmuse X5S – com um sensor que permite mudar de objetiva e com modos de gravação a pensar nos profissionais de tv e cinema.

Sensações na ‘câmara’

Foi já depois dos pilotos principais do WRC passarem, com as categorias ‘menores’, que já não pertencem ao Mundial de Ralis, que a DJI nos permitiu ter duas sensações distintas: conduzir o Inspire 2 e operar o Gimbal, usando a câmara como um verdadeiro cameraman. O piloto só tem de se preocupar com a posição do drone, a aproximação possível ao carro nas curvas mais arrojadas e seguir a saída de curva a alta velocidade. Não é fácil fazer bem e requer experiência. Vimos o piloto profissional da DJI a levar o Inspire 2 a escassos centímetros do carro do WRC, à medida em que Sebastien Ogier, Dani Sordo e companhia, faziam em drift algumas das muitas curvas do Shakedown de Baldar. E o drone mantinha-se, muitas vezes, colado e a acompanhar, no que chega a parece um bailado de máquinas, entre a perícia do piloto a comandar o carro na terra e a perícia do piloto do drone, a comandar o voo à distância.

A primeira experiência que tivemos foi a operar o Gimbal, onde ‘basta’ procurar enquadrar o carro e antecipar os drifts e as áreas por onde ele vai fugir. Como a câmara permite rodar 360 graus, podemos apanhar o carro com alguma facilidade mesmo se o drone estiver a voar no sentido inverso. O mais complicado nesta parte da experiência foi a sensibilidade do comando. Quando o carro começa a fugir, em velocidade, temos tendência a ser bruscos com o botão para o apanhar no enquadramento, só que o movimento da câmara é bem rápido e só a suavidade é recompensada. Neste processo ficámos impressionados com a precisão do piloto da DJI.

Pilotar com cautelas

De seguida pudemos pilotar o próprio Inspire 2, com uma rede de segurança importante – a qualquer altura o responsável da DJI podia assumir o controlo noutro comando. Dada a nossa falta de experiência neste modelo, não arriscámos com razias aos carros, mantendo uma distância de segurança, mas deu para ficar impressionado com a agilidade, rapidez (até 90 km/h) e facilidade com que muda de direção do Inspire 2, muito superior ao primeiro Inspire – que também tem preços mais em conta.

Resumindo, a experiência sem riscos foi entusiasmante e deu para sentir as potencialidades incríveis do Inspire 2, que tem como calcanhar de aquiles o preço.

Texto por: João Tomé

Fotos: DJI

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