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ESA estuda o campo magnético da Terra

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Os satélites Swarm da Agência Espacial Europeia (ESA) estão a observar pormenores numa das camadas do campo magnético da Terra – assim como a história magnética do nosso planeta impressa na crosta terrestre.

A maior parte do campo é gerada a profundidades superiores a 3000 km pelo movimento de ferro fundido no núcleo externo. Os 6% restantes são, em parte, devido às correntes eléctricas no espaço que circunda a Terra e, por outro lado, devido às rochas magnetizadas na litosfera superior – a parte externa rígida do planeta, consistindo na crosta e no manto superior.

Após três anos de recolha de dados, foi publicado o mapa de maior resolução deste campo, a partir do espaço, até à data. Apresentado na reunião científica Swarm desta semana, no Canadá, o novo mapa mostra variações detalhadas neste campo de forma mais precisa do que as reconstruções anteriores baseadas em satélites, produzidas por estruturas geológicas na crosta terrestre.

Uma destas anomalias ocorre na República Centro-Africana, centrada em torno da cidade de Bangui, onde o campo magnético é significativamente mais forte. A causa dessa anomalia é ainda desconhecida, mas alguns cientistas especulam que pode ser o resultado de um impacto de um meteorito, há mais de 540 milhões de anos.

O campo magnético encontra-se num estado de fluxo permanente. O norte magnético vagueia, e a cada poucas centenas de milhares de anos a polaridade gira de modo que uma bússola aponte para o sul em vez de apontar para o norte.

Quando uma nova crosta é gerada através da actividade vulcânica, principalmente ao longo do fundo do oceano, os minerais ricos em ferro no magma solidificante são orientados para o norte magnético, capturando assim uma ‘imagem’ do campo magnético no estado em que se encontrava quando as rochas esfriaram.

Uma vez que os pólos magnéticos invertem para a frente e para trás ao longo do tempo, os minerais solidificados formam ‘riscas’ no fundo do mar e fornecem um registo da história magnética da Terra.

«Estas riscas magnéticas são evidências das reversões dos pólos e analisar as impressões magnéticas do fundo do oceano permite a reconstrução de mudanças no núcleo passadas. Também ajudam a investigar os movimentos da placa tectónica», disse Dhananjay Ravat da Universidade de Kentucky, EUA.

Via Agência Espacial Europeia (ESA).

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