Descobertos mais sete planetas com dimensões semelhantes às da Terra

A NASA anunciou ontem que uma equipa internacional de cientistas descobriu que um sistema solar, a cerca de 40 anos-luz do nosso, contém sete planetas com dimensões semelhantes às...
Trappist1
Trappist1

A NASA anunciou ontem que uma equipa internacional de cientistas descobriu que um sistema solar, a cerca de 40 anos-luz do nosso, contém sete planetas com dimensões semelhantes às do planeta Terra. Três desses planetas estão na “zona habitável” do sistema solar.

A estrela chama-se TRAPPIST-1 e obteve este nome porque foi detectada pela primeira vez pelo Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope no âmbito de um projecto de uma equipa belga, que procura planetas a orbitar estrelas anãs. Este telescópio está instalado no observatório europeu no deserto de Atacama no Chile. E trabalha em conjunto com outro em Marrocos.

A equipa usou os dois telescópios mais o UK InfraRed Telescope (UKIRT) com 3,8 metros, baseado no Havai, o telescópio William Herschel de 4 metros, os telescópios Liverpool baseados em La Palma, Espanha e o telescópio de 1 metro do South African Astronomical Observatory. Para tentar compreender a órbita do planeta TRAPPIST-1d, que se julgava ser o planeta mais afastado da estrela. Sem sucesso porque os dados obtidos indiciavam a presença de outros objectos, com outras órbitas.

Por isso, recorreram ao telescópio espacial Spitzer da NASA. Ao fim de 20 dias de observações constantes, os cientistas conseguiram reunir dados suficientes para detectar seis planetas. Um sétimo só foi observado uma única vez, por isso terão de ser feitas mais pesquisas para se saber com certeza se existe.

Os seis planetas com órbitas mais próximas da estrela, estão muito juntos e têm períodos orbitais de 1,51, 2,42, 4,04, 6,06, 9,1 e 12,35 dias. Isto faz com que consigam exercer influência gravitacional entre si, o que faz com que as respectivas órbitas possam ser atrasadas ou aceleradas.

Estas influencias gravitacionais fazem com que a equipa de cientistas consiga conjecturar acerca da composição dos planetas de orbitam a estrela TRAPPIST-1, porque a intensidade da gravidade depende da massa do corpo celeste.

Os valores obtidos pelos cálculos da equipa de cientistas para influência da gravidade que cada planeta exerce nas órbitas dos outros, indiciam que estes planetas têm mais ou menos a mesma massa do planeta Terra. A variação vai dos 1,4 aos 0,4.

Quanto às dimensões destes novos planetas, a quantidade de luz que obstruem quando passam à frente da estrela aponta tamanhos que vão dos 75% aos 113% do tamanho do nosso planeta.

Estes dois valores combinados indicam a densidade destes corpos celestes, que, por sua vez, nos dá uma ideia da sua composição. Os seis planetas mais próximos da estrela parecem ser telúricos (sólidos), o planeta “f”, o quinto a contar da estrela, tem uma densidade mais baixa, o que pode indicar uma atmosfera de maiores dimensões ou água. A dúvida é se esta água é sólida ou liquida.

De qualquer forma, se TRAPPIST-1 fosse o Sol, estes planetas estariam completamente torrados porque as órbitas estão mais próximas da estrela que a do planeta Mercúrio está do Sol. Ainda assim, a quantidade de luz que o planeta mais próximo recebe é cerca de 4 vezes a que o planeta Terra recebe do Sol e o mais longínquo recebe apenas 0,13. Por isso, apenas os planetas “c”, “d” e “f” é que têm uma luminosidade semelhante à da Vénus, Terra e Marte. Destes, somente o “f” e o “g” é que podem suportar condições climáticas parecidas com as nossas.

Apesar de ser uma grande descoberta, ainda é prematuro dizer-se que estes planetas podem suportar vida. Os 40 anos-luz de distância também não ajudam nada a descobri-lo.

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Sou director da PCGuia há alguns anos e gosto de tecnologia em todas as suas formas. Estou neste mundo muito por culpa da minha curiosidade quase insaciável e por ser um fã de ficção científica.
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