Android Innovation Day'16: um dia para o Android

Android Innovation Day 2016

O Android Innovation Day passou pelo LX Factory, para um dia inteiro dedicado ao sistema operativo da Google. Além da presença de Nicklas Lundblad, da Google EMEA, o evento contou ainda com a presença do Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, num dia em que as startup voltaram a estar na ordem do dia.

Coube a Bernardo Correia, Country Manager da Google Portugal, dar as boas-vindas ao evento focado no Android e nas suas potencialidades – com um pouco de história da empresa à mistura. Tirando do bolso alguns dos primeiros smartphones Android (o primeiro Android dados aos funcionários da Google e o primeiro Nexus), Bernardo Correia falava do Android enquanto «equalizador social» em termos de acesso à informação. Além disso, destacou ainda o facto de «qualquer developer pode criar uma aplicação global.»

Com alguns programadores na audiência, o Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, apelava directamente às startups, recorrendo à estatística:«50% dos novos empregos foram criados por empresas com menos de cinco anos», dizia. Além disso, reforçava ainda o papel das startups no «compromisso de ajudar o tecido empresarial nacional.»

Outro dos assuntos que esteve em destaque neste dia dedicado ao Android e às suas potencialidades foram as comunidades Android. Aliás, num dia com vários temas de conversa diferentes, uma das sessões tinha como protagonistas dois membros das comunidades de developers Android em Portugal: Sérgio Santos faz parte da comunidade de Coimbra e Marco Costa da comunidade de developers Android dos Açores. Em ambos os casos, destacam as comunidades Android como um espaço de aprendizagem.

«A Google deu-nos uma resposta extraordinária para criar a comunidade de developers Google nos Açores. Foi aí que tudo começou – a partir daí começámos a desenvolver workshops por toda a região, para dar a conhecer melhor o grupo, dentro da comunidade dos Açores, mais virados para uma audiência do ensino secundário, dos 15 aos 18 anos.» Pelo meio, a comunidade cresceu e já vai além dos jogos. Marco explica que é preciso «desenvolver aplicações não só como forma de entretenimento, mas também que tenham utilidade.» Exemplo disso é um dos projectos em que a comunidade dos Açores está a trabalhar. «Estamos a desenvolver vários projectos, sendo que um deles usa a realidade virtual para, em colaboração com engenheiros e arquitectos, para que o consumidor possa ver a sua casa, em realidade virtual, como se estivesse nela», explica.

No caso de Coimbra, Sérgio Santos destaca que «há vários eventos de tecnologia já patrocinados pelas empresas de lá, normalmente de estúdios mais pequenos, que organizam eventos virados para a comunidade. Desde pequenos eventos como hacktons ou a eventos em que qualquer pessoa pode ir e apresentar algo sobre o tema que quiser, o programa é definido no próprio dia. Começámos também a organizar as Android Talks, um evento de Android, mas além da programação, também com design e marketing, uma parte também muito importante. Organizámos isso em Coimbra e também no Porto.»

Algo que é comum nestes grupos e é destacado por estes dois membros de comunidades Android é mesmo a questão da aprendizagem. «Há pessoas que mostram interesse e depois começam a aprender mais em casa, muitas vezes poderão até partir daí… Até pode ser o trigger para abrir uma startup, até podem tornar-se speakers para a Google. A comunidade é fenomenal em termos disso. Promove uma maior abrangência nas comunidades e isso é muito importante», conclui Marco Costa.