Phishing aumenta no Natal, em Portugal e no mundo

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A Polícia Judiciária anunciou esta semana que o volume de queixas de burla informática por dia tem vindo a crescer bastante desde 2010 em Portugal, por influência de casos de compras online fraudulentas e de roubo de dados privados (phishing). Na primeira metade deste ano, por exemplo, o registo de queixas já atinge as 4834, quase o dobro do registado há seis anos durante o ano inteiro. A tendência não é exclusiva a Portugal.

Em 2014 e 2015, a Kaspersky Lab notou um aumento de 9% na quantidade de páginas de phishing que roubaram dados financeiros (detalhes de cartões de crédito) durante o quarto trimestre (que inclui o período de férias) em comparação com a média para o ano.

Aliás, o resultado de ataques de phishing financeiro em todo o ano de 2014 foi de 28,73%, enquanto o resultado do último trimestre foi de 38,49%. Já em 2015, 34,33% de todos os ataques de phishing são de origem financeira, enquanto no quarto trimestre esse tipo de ataque foi de cerca de 43,38%.

A época natalícia é alta para as vendas (estima-se que, no mundo inteiro, se registem cinco mil milhões de transacções) e é também uma época alta para os criminosos. Em ambos os anos (2014 e 2015), os investigadores da Kaspersky Lab testemunharam um aumento significativo (alguns pontos percentuais) em ataques de phishing contra sistemas de pagamento e lojas online. Os ataques contra bancos também aumentaram, mas numa percentagem inferior.

A Kaspersky Lab aconselha a aplicação de actualizações de segurança e a utilizar apenas sites seguros. Tentar utilizar sites que lhe são familiares ou dos quais já ouviu falar, ser extra cauteloso na utilização do dispositivo móvel para compras online e usar uma única palavra-passe para cada site.

A Kaspersky Lab aconselha também evitar a utilização de redes Wi-Fi públicas para transacções confidenciais e a não clicar em links aleatórios que possam aparecer nos e-mails. Verificar regularmente as suas contas para garantir que detecta, rapidamente, alguma actividade pouco comum ou fruto de uma fraude.

Via Kaspersky Lab.