Afinal, algumas teorias de conspiração acabam por ser verdade…

De acordo com uma investigação do jornal americano New York Times, alguns smartphones lowcost, com sistema operativo Android, fabricados por empresas chinesas reúnem dados sobre os utilizadores, como listas...
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De acordo com uma investigação do jornal americano New York Times, alguns smartphones lowcost, com sistema operativo Android, fabricados por empresas chinesas reúnem dados sobre os utilizadores, como listas de contactos, mensagens e a localização. E, de três em três dias, enviam essa informação para os servidores de uma empresa chamada Adups, com sede em Xangai. Segundo essa mesma investigação, uma das marcas afectada foi a Blu, uma empresa com base no estado da Florida, que já vendeu mais de 120.000 terminais com essa “funcionalidade” de um total de cinco milhões de equipamentos vendidos só nos EUA no ano passado.

O problema foi detectado no firmware desses smartphones por uma empresa de segurança chamada Kryptowire, que acrescenta que o software: “para além de permitir identificar utilizadores específicos e mensagens de texto através de palavras-chave, também tem a capacidade de executar comandos remotos com privilégios de administração e também reprogramar o firmware do dispositivo”.

A Blu já reconheceu o problema e lançou uma actualização de firmware para remover a aplicação responsável pelo envio dos dados.

Segundo a peça do New York Times, não há, ainda, indícios de que a Adups faça parte que qualquer rede organizada pelo estado Chinês, ou qualquer outra organização, para a recolha de dados pessoais. No entanto, no site da Adups existe a indicação de que a empres trabalha com fabricantes como a ZTE e a Huawei.

Em 2012, uma investigação do Congresso dos Estados Unidos, chegou à conclusão que os dispositivos vendidos pela Huawei e ZTE para a criação de infraestruturas, tinham backdoors, ou formas escondidas de monitorização e programação remotas, que podiam ser usadas para acções de espionagem e sabotagem contra redes do estado norte-americano. As duas empresas negaram.

Numa nota publicada no seu site, a Adups diz que “leva a sério a privacidade dos utilizadores e que usa a tecnologia para filtrar mensagens e chamadas publicitárias.

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Sou director da PCGuia há alguns anos e gosto de tecnologia em todas as suas formas. Estou neste mundo muito por culpa da minha curiosidade quase insaciável e por ser um fã de ficção científica.
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