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A organização da CeBIT 2017 já mexe

A CeBIT ainda pode estar a alguns meses de distância, mas as preparações já começaram. A directora da CeBIT International & Partner Sales, Martina Lübon veio a Portugal apresentar a próxima edição do evento, que se realizará de 20 a 24 de Março de 2017, em Hannover, na Alemanha.

O evento, mais virado para a área B2B da tecnologia, coloca a ênfase no networking e na economia digital – a d!conomy, como preferem designar. Martina Lübon começa por explicar que a mudança de conceito da CeBIT se deu em 2014, mais focado no sector empresarial. Descrevendo a CeBIT como «um evento que cobre toda a cadeia das tecnologias de informação», a organização anotou o feedback dos expositores, que indicavam que, muitas vezes, os espectadores acabavam por tirar o foco das reais possibilidades de negócio. Assim se fincava a mudança no conceito, num evento que abrange assuntos da ordem do dia das TI, como big data, cloud ou segurança, mas sem esquecer as potencialidades que aí vêm, como o 5G ou ainda a realidade virtual.

Todos os anos, a CeBIT tem um país parceiro diferente. Depois de em 2016 ter tido a Suíça ao seu lado, em 2017 ruma-se a Oriente, com o Japão como parceiro – com destaque para a robótica. No entanto, a organização refere ainda que «não falaremos sobre a integração na robótica na produção, mas mais no lado da inteligência e potencialidade que está contida nesses robôs.» O facto de o Japão ser o parceiro implicou uma mudança na cerimónia de inauguração da CeBIT, por motivos de agenda. Em 2017, ao contrário do habitual, a inauguração será no Domingo, com a presença da Chanceler alemã, Angela Merkel, e do Primeiro-Ministro japonês, Shinzō Abe.

Para o universo das startups, com Martina Lübon a comentar que «o hype continua», está reservada a área Scale11, onde as jovens empresas vão poder pôr em prática o networking. «Estão interessadas em conhecer os investidores. Têm a hipótese de conhecer pessoas da imprensa, também.» Se, no início de actividade, a principal motivação das startups é apresentar o seu pitch, a CeBIT conta com um evento destinado a este efeito, organizado por um patrocinador principal. A empresa que vai assegurar esta oportunidade será revelada nas próximas semanas.

Com as inscrições para a CeBIT a decorrer, a apresentação, que resultou de um esforço conjunto da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA), também serviu para tirar dúvidas a empresas portuguesas que ponderam estar como expositores na próxima edição. Para isso, Luís Líbano contou a experiência da Poosh, uma empresa da Maia que produz points of sale em madeira, com foco no design, a piscar o olho às marcas de luxo. Além de destacar a oportunidade de estabelecer contactos e potenciais negócios, Luís aconselha as empresas a fazer um reconhecimento da feira, enquanto visitantes, para perceber como tudo funciona e perceber se vale a pena ou não. Um outro ponto importante desta visita de reconhecimento: poder perceber as localizações. «A localização em função da área de negócio é fundamental», diz o responsável pela Poosh.

Em relação aos números para 2017, a organização da CeBIT espera cerca de 3000 expositores e um número de visitantes semelhante ao deste ano, em que foram registados cerca de 200 mil participantes.

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