Cabify é a nova aplicação de transportes em Lisboa

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Com o assunto na ordem do dia, há mais uma aplicação que quer pôr os portugueses a mexer. A Cabify, assim se chama a aplicação, está disponível a partir de hoje, na cidade de Lisboa e arredores.

Por arredores, entenda-se que o ponto de partida pode ser em Cascais, por exemplo. Quanto ao destino, isso fica por conta do passageiro, com a empresa a assegurar que é também possível efectuar serviços para Sintra ou Margem Sul.

Lançada em Espanha, em 2011, pela mão de Juan De Antonio, a Cabify está presente em seis países, como é o caso da Colômbia ou Chile. Ainda que a origem da Cabify seja o país aqui ao lado, Portugal é o primeiro país onde a empresa inicia operação em que a língua oficial não é o castelhano. «A escolha de Portugal como primeiro mercado de língua não castelhana decorreu, para a Cabify, do facto de os Portugueses estarem no topo da lista no que concerne à adesão às novas tecnologias, na abertura à inovação e na opção por soluções alternativas que contribuam para melhorar a sua qualidade de vida», explicou Nuno Santos, General Manager da Cabify Portugal. Ao longo dos cinco anos de vida, a Cabify conseguiu arrecadar 140 milhões de dólares, em três rondas de investimento.

Mas, afinal, em que é que esta aplicação se quer diferenciar da concorrência? Em comparação com a Uber, a concorrente directa, Nuno Santos enumera a cobrança por quilómetro e a possibilidade de reserva de carro para mais tarde como uma das bandeiras da Cabify. Além disso, a empresa diz apostar também na certificação dos motoristas, que neste serviço de transporte têm obrigatoriamente de utilizar uniforme (fato, camisa e gravata). Além de disponibilizar serviços a clientes particulares, a Cabify também aposta no mercado empresarial, com o responsável a exemplificar a monitorização de rotas e poupança como um atractivo para as empresas.

A Cabify opta por não revelar números, sejam eles sobre a frota com que arrancam com o serviço em Lisboa ou o número esperado de clientes lisboetas. Questionado sobre a expansão para outras cidades portuguesas, o responsável conclui com um «é algo difícil falar de planos numa startup.» Quando questionado sobre o Porto, explica que «é a segunda maior cidade com possibilidade de crescimento, mas por enquanto estamos focados em Lisboa.» Em relação a preços, ao contrário da Uber, fica prometido que não será usada a tarifa dinâmica, optando pelos preços tabelados. Uma deslocação será, então, cobrada ao quilómetro percorrido e não pelo tempo passado dentro do veículo. A tarifa mínima dentro da cidade é de 3,50 euros, correspondente a mais ou menos 3 quilómetros (o preço por quilómetro na cidade é de 1,12 euros). Por enquanto, a operação em Lisboa chega apenas com a modalidade Lite. Em relação às modalidades de pagamento, é possível pagar as deslocações através de cartão de crédito ou PayPal.

Depois de toda a polémica com a Uber e os taxistas, um pouco por todo o país, qual é a expectativa deste novo player no mercado? «Estamos abertos ao diálogo», responde Nuno Santos, salientando que a Cabify adequa as suas práticas à legislação de cada país. É esperar para ver a reacção dos lisboetas a esta nova aplicação de transporte, que está disponível gratuitamente para Android e iOS.